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E 2014 já começou...

por Redação Carta Capital — publicado 01/03/2013 11h57, última modificação 01/03/2013 11h57
Define-se o esboço das campanhas, para privilegiar, no ataque oposicionista ao PT, os temas econômicos em lugar dos éticos

Por André Barrocal

Um dos ditadores fardados que comandaram o Brasil de 1964 a 1985, o general Emílio Garrastazu Médici visitou certa vez o Nordeste quando era presidente (1969-1974) e, diante da miséria, pronunciaria uma das pérolas do regime militar: “A economia vai bem, mas o povo vai mal”. Era o tempo do “milagre”, em que o País crescia como nunca, mas para desfrute exclusivo de sua elite empresarial e social, pois a pobreza e a desigualdade continuavam intactas. Hóspede dos cárceres de Médici e vítima dos torturadores dele, Dilma Rousseff poderia sair a público para uma irônica revanche histórica. Com ela, a economia já não vai de vento em popa, mas o povo vai bem.

O desemprego atingiu em dezembro o inédito piso de 4,6% e, embora tenha subido em janeiro, com as demissões pós-Natal, segue baixo (5,4%). Os salários jamais foram tão altos. Em dois anos, 22 milhões de pessoas saíram da miséria. A desigualdade de renda é a mais estreita, apesar de ainda larga. Já a economia... Tímido em 2011, o Produto Interno Bruto (PIB) desacelerou de novo no ano passado e apresentou um dos piores resultados da era petista, como confirmou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira 1º.

O ritmo lento deflagrou uma espécie de caça ao PIB, no ensaio geral para a sucessão presidencial de 2014. Dilma e dois potenciais concorrentes, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), puseram o empresariado na mira e a economia no discurso. O cenário que se desenha sugere que a próxima campanha terá acento econômico e um forte debate sobre modelo de desenvolvimento do País, com o tom moralista, marcante nas disputas de 2006 e 2010, em papel secundário.

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