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Dilma vai à luta

por Redação Carta Capital — publicado 23/11/2012 11h09, última modificação 23/11/2012 11h09
O governo não arrefece na disputa com o setor elétrico e maneja uma agenda crucial para o futuro
Dilma

A ideia é aumentar a competividade da economia brasileira e voltar ao rumo do crescimento. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters/LatinStock

Por Luiz Antonio Cintra, Samantha Maia e Sergio Lirio*

O ex-ministro Delfim Netto, colunista de CartaCapital, cunhou uma expressão divertida e precisa sobre o Brasil dos juros altos, da moeda sobrevalorizada, das caras tarifas de serviços públicos e dos preços indexados que provocam uma inércia inflacionária ao repassar ao futuro os índices do passado: o último peru de Natal disponível na prateleira.

Quando Delfim inventou o termo, não faz muito tempo, o País era um oásis do capital sem eira do planeta. Enquanto a Europa, os Estados Unidos e o Japão praticavam juros próximos de zero e mergulhavam na recessão, nestas bandas tropicais a taxa básica ainda superava os dois dígitos, a economia crescia de forma acelerada (e demandava produtos importados) e o real custava cerca de 1 dólar e 50 centavos. Uma aposta óbvia para a chamada arbitragem, quando os investidores colhem lucros fáceis ao manejar contratos de câmbio e juros em países diferentes.

O Brasil continua convidativo, mas a era do peru gordo parece ter chegado ao fim. Há pouco mais de um ano, por determinação de Dilma Rousseff e autorizado pelo aprofundamento da crise econômica mundial, o governo iniciou um movimento para retirar da prateleira o presente natalino avidamente abocanhado pelo capital especulativo. É uma agenda complexa, que afeta setores sensíveis e organizados da sociedade, dos bancos aos sindicatos, e que precisa ser manejada com precisão.

*Colaborou Cynara Menezes, de Brasília

*Leia matéria completa na Edição 725 de CartaCapital, já nas bancas