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De súdito a mestre

por Redação Carta Capital — publicado 07/02/2013 14h19, última modificação 07/02/2013 14h19
Em livro, o carnavalesco, cenógrafo e revolucionário dos desfiles Fernando Pamplona relembra histórias de outras folias

Por Araújo Lopes

Quem acha que Fernando Pamplona gosta de carnaval está enganado. Ele gosta é de povo. É louco de paixão pela cultura popular. Se o carnaval é do povo, ele gosta. Se não é, critica. Acontece assim há 76 anos, desde que o menino de 10 anos recém-chegado de uma temporada no Acre conheceu a folia do Rio de Janeiro pelas mãos de sua empregada. Ela o pegava escondido dos pais e o levava para as melhores batalhas de confete da cidade, como a da Rua Mariana, em Botafogo, para os blocos, para a farra. “Quando vi mestre-sala e porta-bandeira fantasiados, pensei, são a minha rainha e o meu rei.”

Quando a empregada foi demitida, o coração do menino ficou arrasado. “Perdi meu samba!” Mas a essa altura Pamplona e o carnaval se pertenciam. As histórias desde esse início até hoje estão no livro de memórias O Encarnado e o Branco (Nova Terra, 174 págs., R$ 29,90), lançado na Lapa carioca, lar dos mais memoráveis vagabundos e artistas do Brasil. O título faz referência às cores do Salgueiro, paixão do carnavalesco, cenógrafo, homem de tevê, teatro e de rádio, professor da Escola de Belas Artes e botafoguense devotado.

Pamplona nasceu no Rio de Janeiro, em 28 de setembro de 1926, e logo após a Revolução de 1930 partiu para o Acre com seu pai. Gosta de dizer que não foi criado à luz das histórias de super-heróis, mas dos contos de fadas e outras tramas infantis que sua mãe lia. Data dessa fase seu despertar para as belezas do folclore, principalmente para as variações de festas que reverenciam o boi existentes no Brasil, nas quais se tornou especialista.

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