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Como derrubar os senhores feudais

por Redação Carta Capital — publicado 17/08/2012 12h28, última modificação 17/08/2012 12h28
Projeto de lei pretende limitar os mandatos nas confederações
Nuzman

Nuzman. No poder do Comitê Olímpico desde 1995, deve ficar, impávido, mais quatro anos. Foto: Celso Pupo/AE

Por Fernando Vives, José Antônio Lima e Marcelo Pellegrini

Vinte e um anos. Esse é o tempo que o dirigente Carlos Arthur Nuzman terá permanecido na presidência do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) quando a tocha dos Jogos do Rio de Janeiro estiver acesa em 2016. Nuzman, que também preside o Comitê Organizador da Olimpíada brasileira, é o líder de uma estirpe de dirigentes que se perpetuam no poder do esporte nacional: dez confederações esportivas do País são comandadas há pelo menos dez anos por cartolas beneficiados por sucessivas reeleições.
A longevidade de cartolas como Nuzman pode estar com os dias contados. Tramita no Senado um projeto de lei que pretende combater a permanência de “dinastias” e, de maneira indireta, inibir abusos de poder e corrupção nas entidades esportivas brasileiras, bem como em federações e sindicatos. A proposta proíbe reeleições consecutivas, estipula um limite de quatro anos para a duração dos mandatos e prevê que cônjuges e parentes consanguíneos do eleito fiquem impedidos de se candidatar.
A ideia é impor às entidades as mesmas regras que a sociedade aprovou para os cargos executivos públicos. “Embora essas entidades não sejam públicas, elas gozam de isenção de impostos e incentivos do governo. Por isso, devem seguir os padrões democráticos que a sociedade brasileira estabeleceu”, afirmou a ­CartaCapital o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), autor da proposta. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, já se mostrou favorável à mudança. “Essas medidas trariam benefícios para as entidades e para a prática esportiva”, disse em nota.
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