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Cercas no ciberespaço

por Antonio Luiz M. C. Costa publicado 27/01/2012 10h47, última modificação 06/06/2015 18h15
A batalha pelos direitos autorais pode definir o futuro da rede e de toda a arte e cultura modernas
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Estadunidenses saem às ruas para rejeitar SOPA e PIPA, ao mesmo tempo, poloneses rejeitam o global ACTA. Foto: Janek Akarzynski/AFP

Mais decisiva para o futuro de nossa civilização que a luta entre a Otan e a Al-Qaeda ou entre os EUA e a China pode ser a que hoje se trava entre Hollywood e o Vale do Silício, ou seja, entre a indústria cultural e a indústria da internet, cada uma com seus admiradores, pensadores e lobistas.

No primeiro time contam-se as associações de produtoras, gravadoras e tevês a cabo e associações de artistas, cinea-stas, atores e técnicos, além da Câmara de Comércio dos EUA e a central sindical AFL-CIO. No segundo, empresas como Google, Yahoo, Mozilla, Facebook, eBay, American Express, Reddit, Foursquare, Twitter, a fundação Wikipedia, associações de ativistas digitais e organizações de defesa de direitos civis, incluindo a Repórteres sem Fronteiras e a Human Rights Watch. De ambos os lados há democratas e republicanos, conservadores e liberais, esquerda e direita.

A Napster, por facilitar a troca de arquivos de música entre usuários, foi o alvo do primeiro grande processo do gênero, movido em 7 de dezembro de 1999 pela Recording Industry Association of America, associação das gravadoras dos EUA. Foi derrotada na Justiça, obrigada a bloquear o acesso aos arquivos de música em julho de 2001 e pagar uma vultosa indenização às gravadoras, que a levou à falência. Mas as gravadoras e produtoras, -mesmo tendo vencido essa e outras batalhas judiciais, continuam a perder a guerra.

*Leia matéria completa na Edição 682 de CartaCapital, já nas bancas.

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