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Bandeira branca

por Antonio Luiz M. C. Costa publicado 25/05/2012 11h11, última modificação 25/05/2012 11h11
A organização abandona, na prática, a esperança de vencer a guerra no Afeganistão
Cabul

Obama duplicou as tropas dos EUA em Cabul para tentar dobrar o Taleban e falhou. Agora busca uma saída honrosa. Foto: Shah Marai/AFP

Em meio a cenas de protesto e de dura repressão por parte da polícia de Chicago, as nações da Otan e suas aliadas tiveram sua primeira reunião desde a cúpula de Lisboa em 2010. Naquela ocasião, tratou-se de redefinir e ampliar seu “Conceito Estratégico” para além do Atlântico Norte como forma de garantir o fornecimento de energia, atuando na Ásia Central e outras regiões vitais.
Desta vez, ao contrário, o ponto principal da pauta é um recuo. Barack Obama quer mostrar a eleitores e aliados uma “luz no fim do túnel” no Afeganistão, uma conclusão honrosa para uma guerra que já consumiu 12 anos e 1 trilhão de dólares.
É urgente salvar as aparências, antes que a retirada comece a parecer uma debandada. O Canadá abandonou os combates em 2011, François Hollande avisou que a antecipação da retirada da França para o fim deste ano é “inegociável”, a Austrália marcou sua retirada para 2013, a Polônia para 2014 e o Reino Unido para 2015. Washington manobra para que o quadro às vésperas das eleições de novembro pareça o melhor possível.
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