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A senhora do pré-sal

por Luiz Antonio Cintra — publicado 27/01/2012 10h39, última modificação 27/01/2012 10h39
No comando da estatal, Graça Foster terá de aliar engenharia e o cuidado com os interesses do País

Em sua próxima reunião ordinária, marcada para o dia 9 de fevereiro, o Conselho de Administração da Petrobras apreciará a indicação da engenheira química mineira Maria das Graças Silva Foster, há 32 anos trabalhando na empresa, como substituta do economista baiano José Sergio Gabrielli, na presidência da companhia há quase sete anos.

A data entrará para a história da estatal brasileira de economia mista, controlada pela União, à medida que se confirme a chegada da primeira mulher ao comando da empresa, de longe a maior do País em investimentos planejados. Até 2015, Graça Foster, como prefere ser chamada, será responsável por investir nada menos que 224,7 bilhões de dólares, dos quais 127 bilhões irão para explorar as reservas do pré-sal, dando continuidade ao planejamento estratégico da companhia.

Falando a CartaCapital de Davos, na Suíça, Gabrielli confirmou o convite – e a decisão de aceitá-lo – do governador da Bahia, Jacques Wagner, que o chamou para ocupar uma secretaria no governo baiano. Ainda falta decidir qual será a pasta. Gabrielli aproveitou para rebater a narrativa que uma parcela da grande mídia buscou criar logo após o anúncio da troca de comando, segundo a qual somente agora a presidenta Dilma teria “assumido o controle da Petrobras”, já que Gabrielli tomou posse indicado por Lula. “Querem criar uma versão da minha saída colocando antagonismos, entre uma suposta gestão política minha e uma gestão técnica da Graça, mas isso não existe. Mencionam o valor de mercado da companhia no último ano, mas é preciso olhar para a trajetória toda. Fui o presidente mais longevo da Petrobras, e no período a empresa passou de um valor de mercado de 14 bilhões de dólares em 2002 para os atuais 160 bilhões.”

*Leia matéria completa na Edição 682 de CartaCapital, já nas bancas.