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A presidenta na dianteira

por Redação Carta Capital — publicado 18/01/2013 11h31, última modificação 18/01/2013 11h31
Dilma convoca o PIB nacional, enquanto consolida as alianças políticas

Por André Barrocal
A presidenta Dilma Rousseff levou uma bagagem pesada para as férias de 12 dias que passou em uma base da Marinha na Bahia. Entre uma roupa e outra, havia também desgosto por uma economia que de novo cresceu pouco. Crítica de que com ela o Estado é contra o lucro. Pressão para demitir o ministro da Fazenda. Insatisfação (dela e no discurso inimigo) com a gestão do governo. Queixas de que não ouve aliados políticos. Suspeita de que um desses aliados, da estratégica região eleitoral do Nordeste, poderia virar rival. Tudo agravado pelo clima fúnebre das condenações no “mensalão”.

Com tantas preocupações, sentindo-se na defensiva ao fim da primeira metade do mandato, Dilma curtiu pouco as belezas do retiro em Salvador. Fez só cinco passeios de lancha. Na maior parte do tempo, dedicou-se a ler, refletir, trocar telefonemas, e-mails. No aconchego com mãe, filha e neto, a autocrítica. Para melhorar o governo e suas chances de reeleição, teria de começar o ano atacando questões na economia e na política que, de algum modo, se tornaram sensíveis pelo próprio estilo dela. A que reapareceu em Brasília em 8 de janeiro tenta ser uma nova Dilma.
Em uma semana, recebeu gigantes empresariais de diversos setores, para conversas sobre os rumos da economia. Passaram pelo gabinete presidencial os comandantes de Cosan (maior produtor de açúcar e etanol do País), Vale (terceira maior mineradora do mundo), Odebrecht (maior empreiteira nacional), Bradesco (segundo maior banco brasileiro), Lafarge (maior produtora global de cimento), EBX (conglomerado do brasileiro mais rico), Gerdau (maior siderúrgica nacional) e Isolux Corsán (multinacional espanhola da infraestrutura). Em 24 meses, Dilma jamais fizera algo parecido.
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