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A luta de Super Mario

por Paolo Manzo — publicado 03/08/2012 12h03, última modificação 03/08/2012 13h00
O presidente do BCE mostra aos líderes europeus o caminho da salvação do euro. Contudo...
MARIO

Draghi convence até a senhora Merkel, a exceção é Jens Weidmann, o mastim do BC alemão. Foto: Hannelore/Getty Images

"Vamos fazer de tudo para salvar o euro, o que configura, insisto, um processo irreversível.” A frase que o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, já havia pronunciado no dia 27 de julho em Londres teve o efeito oposto na última quinta-feira 2 de agosto. Depois de uma reunião “quente” do BCE em Frankfurt – com o presidente do Banco Central alemão Jens Weidmann que impediu qualquer decisão concreta para frear a especulação –, Draghi reafirmou que, quem espera pelo fim do euro vive em um mundo irreal.

Desta vez, entretanto, ao contrário do que se deu uma semana antes, quando os mercados europeus reagiram de forma eufórica, despencaram vertiginosamente. A Bolsa italiana fechou com menos 4,64% e o spread subiu de 430 pontos para 510. Pior ainda aconteceu em Portugal e Espanha. A Bolsa de Madri perdeu mais de 5%, enquanto o diferencial entre os Bonos de Madri e os Bund alemães explodiu em 596.

O problema principal, explica a CartaCapital Elena Polidori, do diário La Repubblica, é que “os mercados esperavam que Draghi anunciasse novos instrumentos concretos para frear a especulação financeira sobre os títulos dos Estados mais atingidos pela crise das dívidas soberanas, principalmente de Espanha e Itália, grandes demais para quebrar”. Polidori aventa a hipótese de que medidas não foram tomadas de imediato para “manter o equilíbrio dentro do BCE”. Equilíbrio que, nesse caso, quer dizer Buba, o Bundesbank, ou seja, o Banco Central da Alemanha. Poucas horas antes da reunião do BCE, o banco tinha manifestado claramente sua contrariedade em relação à possível compra de títulos de Espanha e Itália pelo BCE. A inflexibilidade do Buba contradiz a própria chanceler Angela Merkel, autora de uma carta à imprensa em que se diz decidida a “fazer de tudo para o euro”.

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