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A hora da verdade

por Antonio Luiz M. C. Costa publicado 14/12/2012 14h02, última modificação 14/12/2012 14h02
Chávez, por fim, admite sua mortalidade. Mas isso não significa necessariamente o fim do chavismo
chavez

Sucessões. Chávez caminhava para ser um novo Fidel. E Maduro, saberá ser um novo Chávez?

O segredo mantido pelo presidente Hugo Chávez sobre a natureza exata de sua doença sempre sugeriu que se tratava de um câncer de mau prognóstico (confira A política da doença, em -CartaCapital 701). O anúncio da recaída e da quarta cirurgia em 18 meses indica que a esperança de um milagre não se realizou. A nova operação foi bem-sucedida segundo os boletins oficiais e os cubanos certamente se empenham pelo homem que tirou Cuba do isolamento e da crise a sufocá-la desde o colapso da União Soviética. A medicina tem limites e a recuperação será “complexa, difícil e delicada”, admitiu seu vice e chanceler Nicolás Maduro.

Antes de partir para Havana, o líder bolivariano admitiu pela primeira vez que pode ocorrer algo para “inabilitá-lo de alguma maneira” e pediu que nesse caso o povo venezuelano eleja Maduro. Mesmo que Chávez tome posse (pela quarta vez) em 10 de janeiro de 2013, a Constituição venezuelana exige novas eleições em 30 dias no caso de incapacitação até o quarto ano do mandato.

A notícia da recaída atropelou a campanha para as eleições dos governos e assembleias estaduais, a serem realizadas no domingo 16. Depois da reeleição do presidente, o desfecho da disputa pelo governo do estado de Miranda, entre o ex-candidato presidencial da oposição Henrique Capriles e o ex-ministro e ex-vice chavista Elías Jaua, deveria ser o fato político mais importante, pois definiria se Capriles terá fôlego para liderar a oposição nos próximos seis anos. Agora, isso passou a segundo plano. Mais importante, para os analistas, -será sentir nas ruas e nas urnas se a -doença do líder traz desânimo a seus eleitores e militantes ou os mostra dispostos a construir um chavismo sem Chávez.

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