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A Europa de Weimar

por Antonio Luiz M. C. Costa publicado 15/06/2012 12h20, última modificação 15/06/2012 12h20
Os alemães e os bancos não aprenderam as lições dos anos 1930 e deixam o continente à beira do caos

Depois de negar por semanas que pediria socorro à Troika (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e União Europeia), o chefe do governo espanhol, Mariano Rajoy, se esforçou por apresentar o resgate como uma vitória, com sorrisos e polegares para o alto. Proclamou que o problema estava resolvido e ia a Varsóvia ver a Espanha jogar na Eurocopa.

Não convenceu: as bolsas europeias despencaram, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou os bancos espanhóis supostamente “salvos” e o juro dos títulos espanhóis atingiu 7,02%, o mais alto desde a criação do euro. A Itália, que empatou com a Espanha no jogo assistido por Rajoy, foi arrastada pela incerteza e quase empatou também no juro, que chegou a 6,2%.

Desde os primeiros sinais da crise europeia, foram regra as medidas insuficientes e tardias após muitas negativas indignadas. A formação do Grupo Bankia, epicentro da crise, é um exemplo. Foi decidida em 2010, de modo a criar mais um banco “grande demais para falir” – o terceiro do país em ativos e o primeiro em crédito imobiliário – com várias caixas regionais de poupança abaladas pelo estouro da bolha imobiliária espanhola.

*Leia matéria completa na Edição 702 de CartaCapital, já nas bancas

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