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Cultura

27/03/2015

Um pobre diabo

Um pobre diabo

Não tenho emergências para usar o celular nem importância para receber ligações

27/03/2015

O rastro divino

O rastro divino

Documentário vê Sebastião Salgado como testemunha inigualável da história

26/03/2015

A alegria de ler

A alegria de ler

A primeira manhã em Paris, dificilmente a gente esquece

26/03/2015

DJ Perera, do improviso na lanhouse à fama

DJ Perera, do improviso na lanhouse à fama

De cada dez funks de sucesso cantados nas periferias do Brasil, oito foram produzidos por ele. No Farofafá, conheça a história do jovem DJ. Por Renato Barreiros

25/03/2015

A mais extensiva biografia de Philip Roth

A mais extensiva biografia de Philip Roth

Jornalista da New Yorker mostra um ficcionista eternamente disposto a suportar o barulho ao redor

24/03/2015

'Matamos nossos rios, não há partido que resolva'

'Matamos nossos rios, não há partido que resolva'

O fotógrafo Sebastião Salgado fala de crise hídrica e denúncias de corrupção às vésperas do lançamento do documentário 'O Sal da Terra', que concorreu ao Oscar

23/03/2015

Celso Amorim lança livro de memórias e promove palestras em SP

Celso Amorim lança livro de memórias e promove palestras em SP

Ex-ministro da defesa fará palestra e participará de noite de autógrafos na cidade no próximo dia 24

22/03/2015

Graças a RuPaul, drag queens estão na moda

Graças a RuPaul, drag queens estão na moda

O famoso reality show 'RuPaul’s Drag Race' tem algo único: humanizar as drag, escancarando tanto o antes-depois da montagem como a biografia de indivíduos reais

22/03/2015

O discurso do Método, por Marina Abramovic

O discurso do Método, por Marina Abramovic

O Sesc Pompeia abriga complexo de performances da artista sérvia que tornou-se célebre após levar longas filas ao MoMa, em NY

21/03/2015

Ficção científica para relatar a sociedade desigual

Ficção científica para relatar a sociedade desigual

'Branco Sai, Preto Fica', de Adirley Queirós, vencedor do Festival de Brasília em 2014, narra as chagas brasileiras de um modo novo

20/03/2015

As origens e influências do Palácio Gustavo Capanema

As origens e influências do Palácio Gustavo Capanema

Livro conta a história do edifício carioca, a primeira construção brasileira a trazer o DNA do modernismo

19/03/2015

Uma aventura chamada cavaquinho

Uma aventura chamada cavaquinho

a época do descobrimento do Brasil, os tripulantes dos navios portugueses sempre arranjavam um jeito de colocar um instrumento de meio metro de comprimento que servia muito bem para promover a dança e com um som tão marcante que aliviava a saudade de casa: o cavaquinho. Mais de quinhentos anos depois decidimos fazer o caminho de volta. Do Brasil para Portugal, indo até o coração onde tudo começou: a cidade de Braga, bem ao norte, na região do Minho, e descer o país inteiro percorrendo os rastros deste emblemático cordofone. Quase três meses depois já percorremos 18 cidades, realizamos 72 entrevistas, rodamos 2.634 quilômetros, clicamos 3.470 fotos e já acumulamos mais de 1 terabyte de vídeo, num total de 29 horas e meia de gravação. Chegou o momento de começar a olhar para trás e contar toda esta história. Esta é a Trilogia Documental Cavaquinhos. Ainda no Brasil, antes da viagem, estudamos durante meses sobre os aspectos do cavaquinho e seus personagens relevantes. Em Braga tudo inspirava a tradição. Uma cidade com os grupos mais antigos em atividade, nomeadamente o Grupo de Cavaquinhos Dr Gonçalo Sampaio que toca desde 1952, também construtores que vem de uma linhagem familiar de fabricantes e músicos que tem uma vida inteira dedicada à musica tradicional. No Porto, uma miscigenação grande entre grupos profanos e religiosos nos chamava a atenção, alguns tradicionais que se permitiam sair da tradicionalidade e músicos que eram fora da tradição bebendo dos aspectos folclóricos. Em Coimbra, a cidade universitária, o que impressionava foi o número de instrumentistas com técnicas peculiares, buscando sempre sua identidade única. Se em Braga há uma busca por manter-se numa campo tradicional, inspirada historicamente pela cidade, em Coimbra o que os músicos não querem é manter uma mesma linha de pensamento quando o assunto é tocar. Foi lá que encontramos uma das mais notáveis práticas estudantis do cavaquinho, que pelas mãos do professor Rui Luís Pinto, do Caic, ensina o cavaquinho para trezentos alunos por ano. Na Covilhã, na beira da Serra da Estrela, encontramos um emblemático grupo da universidade sênior, uma verdadeira febre na Europa que oferece aos aposentados e demais da terceira idade uma oportunidade de práticas intelectuais e corporais, seja pela música ou pelo esporte. Na cosmopolista Lisboa tem-se de tudo. Lá o pequeno instrumento de quadro cordas mudou até sua postura ao tocar, inseriu-o em diferentes formatos entre os cordofones e celebra com guitarras portuguesas e bandolins esta multipluraridade. Mais ao sul, partindo pro Alentejo, o cavaquinho não é tão forte, mas vem num ascendente, surgindo ao lado da viola campaniça, inserindo-se na música popular desta região tão específica. Mas as impressões desta viagem não são tão rápidas como relatei agora, e para começar preciso contar a história de desenvolvimento do instrumento no país. Sobre sua origem há muitas hipóteses e poucas provas. Há teorias que sugerem a chegada pelas mãos dos árabes, na invasão muçulmana no século XIII. Outros dizem que veio da Grécia antiga. Ou da França. Há uma ideia compartilhada por muitos que é morfologicamente ligado a Vihuela espanhola, por conta da semelhança na forma e na maneira de tocar, porém, como bem salienta a musicóloga Amparo Carvas, em nossa visita a Coimbra, que o “primeiro documento que cita o cavaquinho, chamado de machinho de quatro e cinco cordas, é de 1719 num manual prático destinado à construtores de violas”. O livro a que ela se refere é o “Regimento para Ofício de Violeiro”, que norteava os construtores – ainda chamados de violeiro – na fabricação dos cordofones. Esse pode ser o primeiro documento em que aparece o cavaquinho na forma como hoje conhecemos. “Neste livro já temos as dimensões necessárias para a construção, o que serviu para muitas gerações de violeiros”, conta aquele que é, sem sombra de dúvidas, o mais emblemático construtor português de cordofones, Domingos Martins Machado, uma figura recorrente em livros, reportagens (as TVs Globo e Record, do Brasil, já estiveram em sua oficina) e estudos acadêmicos sobre os cordofones portugueses. Em 1995 inaugurou o Museu de Cordofones onde expõe muitos tipos de cordofones, embora seus mais importantes trabalhos estejam em coleções particulares de músicos como Paul McCartney, Donovan, Paulinho da Viola e Roberto Corrêa. “Há muitas controvérsias quanto ao surgimento do cavaquinho, que remotam o norte da Europa, os árabes, mas não se tem de fato provas da verdadeira origem. O que se tem bem documentado são as viagens que o instrumento fez a partir daqui, com as frotas maríticas portuguesas para as colônias em vários cantos do mundo.” E realmente há muitos documentos que contam essas viagens na época dos descobrimentos. A influência cultural que Portugal exerceu não só no Brasil, mas na África, Ásia, Oceania e em outras partes das Américas, atingiu todas as áreas destas novas comunidades. E quando esta pulga saltitante (como foi chamado pelos hawaianos) chegou, logo caiu no gosto dos populares e foi se modificando, tomando características próprias. Cada novo local significava a aplicação de uma nova madeira, nova afinação, nova forma de tocar. Hoje existem cavaquinhos com cordas de nylon, de aço, tocados com os dedos, com palhetas, com escalas maiores, sobreporta ao tampo ou não, eletrificados e tem até outros nomes: ukulelê (Hawai), braguinhas (Ilhas da Madeira), Keroncong (Indonésia), além das alcunhas de cavaquinho brasileiro e cavaquinho cabo-verdiano, e a lista segue. O cavaquinho no Brasil tem outra afinação, tem bordão, é um pouco maior, tem a escala sobreposta ao tampo e é tocado mais comumente com palheta, tendo aquele característico “gingado” na mão direita, que dá aquele toque no samba e pagode. Com tantos cavaquinhos pelo mundo, fizemos uma importante pergunta para nós mesmos: como está hoje o avô de todos estes cavaquinhos? O que se passou com o pequeno instrumento que ficou em Portugal e depois de tantos séculos como sobrevive? Bem, foi uma jornada tortuosa. Começou sendo extremamente forte nas vilas e nos campos, mas quase foi extinto pelo aparecimento de tantos instrumentos que buscaram usurpar seu protagonismo, talvez o maior desafio foi[+] Também já escrevemos sobre: Eram muitos, mas não podiam voar 19 de abril de 2012 Tonny Cajazeira, o astro que você precisa conhecer 9 de abril de 2014 O embaixador do samba paulistano 14 de maio de 2013 Não devia ser proibido 10 de outubro de 2013

19/03/2015

Ambição excessiva

Ambição excessiva

Toda vez que alguém cai no conto do vigário (e como tem ainda gente caindo!) me lembro de Pedro Malasartes. A ideia de que é possível um ganho fácil e fabuloso, faz crescerem os olhos da futura vítima

19/03/2015

Cinquenta tons de vermelho

Cinquenta tons de vermelho

A historinha de uma toalha, numa Paris velha de guerra

19/03/2015

Em mostra, a coerência inabalável de Jorge Bodanzky

Em mostra, a coerência inabalável de Jorge Bodanzky

Diretor de 'Iracema - Uma Transa Amazônica', 'Jari' e 'Terceiro Milênio' ganha retrospectiva na Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental

19/03/2015

O Brasil do design na história do mobiliário

O Brasil do design na história do mobiliário

Reedição em versão bilíngue de 'Móvel Moderno Brasileiro' mostra o caminho das concepções de Carlos Martinez Carrera, George Warchavchik, Geraldo de Barros e Lina Bo Bardi

18/03/2015

O Günther

O Günther

A gente não esquece do que aconteceu, mas se esquece de dizer o quanto se lembra. O problema é que, quando se lembra, é tarde demais para dizer

18/03/2015

Menalton Braff lança 'Pouso do Sossego'

Menalton Braff lança 'Pouso do Sossego'

O romancista e cronista de CartaCapital, vencedor do prêmio Jabuti, registra a passagem do tempo em novo romance, o segundo da trilogia 'Tempus Fugit'

18/03/2015

O Procon da Band

O Procon da Band

Dan Stulbach pode reanimar o CQC com um estilo que não tem nada de Tas, nem de Ratinho, nem de russomanno

17/03/2015

Um circuito Hemingway para conhecer Cuba

Um circuito Hemingway para conhecer Cuba

Eis um guia para os americanos (e nós outros) agora livres para viajar à ilha. Por Nirlando Beirão

Os papéis de Duque

Os papéis de Duque

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