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Um não à beleza

por Willian Vieira — publicado 30/05/2011 15h55, última modificação 03/06/2011 14h54
A mostra Odete Lara, Atriz de Cinema, traz um sopro histórico com 16 títulos que contam a passagem pelas telas da musa do Cinema Novo. Por Willian Vieira. Foto: Afonso Beato
Um não à beleza

A mostra Odete Lara, Atriz de Cinema, traz um sopro histórico com 16 títulos que contam a passagem pelas telas da musa do Cinema Novo. Por Willian Vieira. Foto: Afonso Beato

A beleza de Odete Lara escreveu sua história. Foi a filha pobre de pais suicidas que cruzou orfanatos em busca de um emprego, datilógrafa que queria ser manequim, garota-propaganda que ganhou as telas da TV Tupi e o Teatro Brasileiro de Comédia. Mas Odete era tão bela que sua imagem logo se cravaria no imaginário brasileiro. Em 1956, ao lado de Mazzaropi, estrearia no cinema em O Gato da Madame. Trinta e dois filmes se seguiriam. Glauber Rocha fez Câncer e O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro com ela. Todos a queriam, a exemplo de Antonio Carlos Fontoura, em Copacabana me Engana. A “deusa loura” parecia eterna.

Mas, em 1979, disse não às telas, decidida a traduzir obras budistas e seguir vida reclusa. E, assim, inexistiu para as gerações nascidas desde então. Daí o sopro histórico trazido pela mostra Odete Lara, Atriz de Cinema. 16 títulos contam a passagem pelas telas brasileiras da musa do Cinema Novo.

Odete Lara, Atriz de Cinema
1º a 12 de junho, no Centro Cultural Banco do Brasil
São Paulo - SP