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Cultura

Exposição

Sugestões de Bravo! para ver

por Redação Carta Capital — publicado 24/07/2011 09h15, última modificação 25/07/2011 16h47
São Paulo recebe nessa semana a exposição Fazer Arte – A Ordem Oculta de Bernardo Cid, que recupera 100 obras do artista paulistano, e a peça Absinto, de Cássio Scapin
Sugestões de Bravo! para ver

Exposição Retratos do Império e do Exílio leva ao IMS de São Paulo o cotidiano real

Exposição

Imaginário de fascínio

Fazer Arte – A Ordem Oculta de Bernardo Cid

Caixa Cultural São Paulo

23 de julho a 18 de setembro

A produção do paulistano Bernardo Cid (1925-1982) é sintomática de um período de renovação artística ditada por experiências autodidatas e influências no Brasil e no exterior. Da arte de natureza gráfica e de figuras pela qual iniciou nos anos 50, ele transita na década seguinte para o chamado abstracionismo informal e daí ao figurativo de inspiração fantástica. Tamanha inquietude nos estilos vem acompanhada da pluralidade de técnicas e Cid assinou trabalhos de esmalte sobre tela, desenhos, esculturas e litografias, sendo a gravura um de seus suportes mais exercitados. Parte desse legado esquecido é resgatado agora em mostra na Caixa Cultural São Paulo, a partir de sábado 23.

Certa desordem de elementos, própria da colagem sobre a qual se fundamentava o conceito de Cid, é utilizada pelo curador Sérgio Pizoli como linha ordenadora de um universo peculiar. Os cem trabalhos reunidos exemplificam a afinidade do artista com núcleos que por vezes se autodefinem, caso do Realismo Mágico, em parceria com Wesley Duke Lee. Na mesma década de 60 junta-se ao grupo Austral, articulado pelo crítico Walter Zanini a partir do movimento internacional de inspiração surrealista Phases. A ideia de propagar pela arte um imaginário pessoal tem impacto considerável na trajetória de Cid, especialmente na interessante fase onírica. Na leitura de Mário Schenberg, foi justamente a combinação de tantas vertentes e recursos como palavras e poemas o motivo de uma obra complexa e fascinante. – Orlando Margarido

Monarquia exposta

A monarquia está de volta nas fotos do acervo de João de Orleans e Bragança, herdeiro de boa parte das imagens da família real, no Instituto Moreira Salles de São Paulo até 11 de setembro. A maioria são retratos austeros feitos no Brasil e durante a República, como o de dom Pedro II no leito de morte, na Paris de 1891, por Félix Nadar. Há imagens de Marc Ferrez e de eventos históricos como a abolição. Descontraídas são as fotos dos herdeiros da família numa bicicleta ou da princesa Isabel ao piano. – Willian Vieira

TEATRO

Paixão interdita

Absinto

Cássio Scapin

Espaço Parlapatões, São Paulo

Até 5 de agosto

Uma atriz (Luciana Carineli) prestes a interpretar o grande papel de sua vida muda-se para um apartamento onde reencontra a solidão enquanto ensaia as falas de Blanche Dubois em Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams. Até que surge um atraente e gentil zelador (Bruno Perillo), bem casado, afeito à boa literatura e à boa bebida, como o absinto do título. O desejo proibido galga patamares incontroláveis, transformados pelo texto e atuação de Luciana e pela direção de Cássio Scapin em humor singelo. O jogo de luzes ora separa, ora funde o cotidiano da paixão interdita e o script da peça de Williams. Absinto é comédia romântica que foge do simplório ao abarcar sentimentos reais. Luciana dialoga com o público, mas sem palavras diretas. As feições dizem tudo. Dói ser solitária na metrópole, ainda mais quando o par perfeito  se esgueira logo ao lado, preso a escolhas atávicas. – Willian Vieira

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