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Sony cede a ameaças e cancela estreia de 'A Entrevista'

por Deutsche Welle publicado 18/12/2014 15h53, última modificação 18/12/2014 16h30
Governo norte-americano acusa Coreia do Norte de estar por trás de hackers que invadiram sistema da distribuidora, vazaram filmes e dados pessoais de funcionários e fizeram ameaças terroristas

O filme A Entrevista aborda um tema delicado. Dois jornalistas, encenados pelo americano James Franco e pelo canadense Seth Rogen, conseguem uma entrevista com o líder norte-coreano, e recebem a missão de assassiná-lo. Rogen também foi corroteirista da comédia dirigida por Evan Goldberg. No filme, o governante não se chama Kim Jong-un, mas se parece exatamente com o ditador.

Diante de ameaças terroristas feitas por hackers, a Sony Pictures cancelou nesta quinta-feira 18 a pré-estreia em Nova York e também a estreia oficial nos cinemas, dia 25 de dezembro. A decisão foi anunciada após a maioria das salas de cinema americanas ter declarado que não iria passar a trama ficcional sobre o assassinato do ditador.

Em comunicado, a Sony Pictures afirmou: "Respeitamos e entendemos a decisão dos nossos parceiros e, naturalmente, partilhamos do seu interesse superior na defesa dos funcionários e frequentadores das salas de espetáculo".

O nervosismo em torno do filme seguiu-se após avisos de um grupo de hackers, intitulado Guardiões da Paz, evocando o 11 de setembro de 2001, nos EUA, como aviso para quem fosse prestigiar a comédia da Sony Pictures.

Em mensagem escrita, o grupo advertiu que "um amargo destino" esperava aqueles que fossem assistir ao filme. "Brevemente, todo o mundo vai ver um filme horrível que a Sony Pictures Entertainment fez. O mundo vai estar cheio de medo", advertiu o grupo na mensagem.

A atual decisão da Sony foi tomada após um ataque de hackers ter paralisado, em grande parte, a rede interna da empresa. Os hackers copiaram dados internos e documentos, vazando-os posteriormente na internet.

Entre esses dados estavam e-mails, informações sobre salários de funcionários e também cópias de diversos filmes, incluindo Corações de Ferro, estrelado por Brad Pitt, e a comédia Annie, cuja estreia está marcada para esta sexta-feira.

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A atual decisão da Sony foi tomada após um ataque de hackers ter paralisado, em grande parte, a rede interna da empresa. Os hackers copiaram dados internos e documentos, vazando-os posteriormente na internet.

Entre esses dados estavam e-mails, informações sobre salários de funcionários e também cópias de diversos filmes, incluindo Corações de Ferro, estrelado por Brad Pitt, e a comédia Annie, cuja estreia está marcada para esta sexta-feira.

O vazamento de informações e e-mails ainda causou mal-estar com estrelas como Angelina Jolie e Jennifer Lawrence. Os hackers também roubaram o script do novo filme da franquia James Bond, que será lançado em novembro de 2015.

Embora o pouco conhecido Guardiões da Paz tenha assumido a autoria das ameaças, segundo o jornal New York Times, o governo americano responsabiliza a Coreia do Norte pelo roubo dos dados e pelo vazamento na web. O país do Leste Asiático nega as acusações.

Também ainda não está confirmada a autoria das ameaças terroristas. Em junho deste ano, um comunicado do Ministério do Exterior norte-coreano informou que "caso as autoridades americanas tolerem e promovam a apresentação do filme, isso será um convite a duras e impiedosas medidas de retaliação".

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