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Sem legendas

por Redação Carta Capital — publicado 14/10/2012 11h18, última modificação 14/10/2012 11h18
O "Livro de Itens do Paciente Estevão", adaptação de Felipe Hirsch do romance de estreia do nova-iorquino Sam Lipsyte, que tenta sintetizar a trajetória do homem contemporâneo
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Estranho no ninho. Guilherme Weber, o paciente "classificado"

por Álvaro Machado

Os textos encenados pelo curitibano Felipe Hirsch são, em geral, de novos autores dos EUA e da Inglaterra, adaptados pelo diretor para o palco brasileiro. Com a ajuda de legendas, suas esmeradas montagens poderiam cair no gosto do público descolado de qualquer metrópole do mundo anglo-saxão. É o caso de O Livro de Itens do Paciente Estevão, adaptação do romance de estreia do nova-iorquino Sam Lipsyte, que o encenador matura nos últimos 15 anos, sem abrir mão de quatro horas e meia de duração.

A exemplo de seus melhores momentos, Hirsch conta com cenografia de Daniela Thomas e atuação de Guilherme Weber, cofundador da Sutil Cia., em 1993. É o reforço de Georgette Fadel, premiada com o Shell em 2006, a opção de transmitir maior frescor à cena hirschiana. Na linha formalista do grupo, enraizada no teatro mundial dos anos 1980, elementos cênicos, vídeos e iluminação tornam-se sustentáculos tão importantes quanto os atores. Eles contam uma trama que Hirsch afirma sintetizar a trajetória do homem contemporâneo: um paciente terminal, com doença misteriosa, é impiedosamente “classificado” e acaba em sanatório para desenganados, controlado por  um insano mental. Desse local escapa para os estúdios de uma produção multimídia de sucesso, que bem poderia ser o próprio espetáculo.

O livro de itens do paciente Estevão
Sesc Belenzinho, São Paulo
Até 21 de outubro

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