Você está aqui: Página Inicial / Cultura / Revolução árabe, também no futebol

Cultura

Futebol

Revolução árabe, também no futebol

por Socrates — publicado 07/04/2011 16h29, última modificação 15/04/2011 12h47
Futebol

Futebol

Não há dúvidas de que o continente que mais evoluiu em seu futebol nas últimas décadas foi a África. Em particular a África negra, onde a República de Camarões e a Nigéria destacaram-se. As seleções desses dois países atingiram durante alguns anos um patamar de qualidade que os aproximou do chamado Primeiro Mundo do futebol. As vitórias em Olimpíadas e as grandes performances em Copas do Mundo demonstraram a excelência de seu produto.

Além de serem vizinhos, esses países viveram grande parte de sua história  como colônias, só conseguindo a sua independência no início da década de 60 do século XX. Além disso, é importante frisar, parte de Camarões – o chamado Camarões do Norte – se uniu à Nigéria quando do fim das lutas pela independência nos dois países. Será que essa história comum e a proximidade física proporcionaram uma maior evolução no futebol dessa região em relação a outros países africanos? Há que se respeitar essa hipótese.

É claro que as características físicas de um povo o induzem a um determinado comportamento esportivo. Os negros, eu costumo acentuar, têm, em virtude de suas particularidades, muito mais possibilidades de expressões corporais adequadas para a prática do futebol do que os de outra raça. São criativos e libertos, possuem uma ginga, uma maleabilidade corpórea que é determinante  em várias formas de arte como a dança, a música e o próprio futebol.

*Confira este conteúdo na íntegra da edição 642, já nas bancas.