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Renoir comprado no mercado de pulgas foi roubado de museu nos EUA

por AFP — publicado 28/09/2012 11h11, última modificação 28/09/2012 11h11
A tela do mestre impressionista, que havia sido adquirida por sete dólares, não foi à leilão após a descoberta de que a obra era roubada
Renoir

A tela 'Bords de Seine', de Renoir, exibido por um leiloeiro. Foto: ©AFP / Paul J. Richards

WASHINGTON (AFP) - Um quadro de Renoir comprado em um mercado de pulgas por sete dólares e que seria leiloado acabou sendo retirado da venda: a pequena tela do mestre impressionista francês tinha sido roubada do Museu de Arte de Baltimore há 60 anos, informou a instituição.

A casa de leilões The Potomack Company de Alexandria, Virgínia (leste), anunciou na quinta-feira 27 que Bords de Seine, um pequeno óleo de Pierre-Auguste Renoir (1841-1919), foi retirado da venda "depois de que o Museu de Artes de Baltimore (Maryland, leste dos EUA) questionasse na quarta-feira a propriedade da pintura".

O quadro (de 14 cm por 23 cm), estimado entre 75 e 100 mil dólares, foi comprado no começo deste ano em um mercado de pulgas no Vale de Shenandoah, a oeste de Washington, entre um monte de quinquilharias, como uma vaca de plástico e uma boneca.

A história desta pintura, que um colecionador americano, Herbert L. May, comprou em 1926 em Paris, foi amplamente coberta pela imprensa nacional e internacional.

Ao investigar o caso, um jornalista do Washington Post, Ian Shapira, quis saber o que tinha acontecido com a tela, do qual não se tinha notícias desde 1926, informou a casa de leilões em um comunicado.

O repórter descobriu que era parte das obras emprestadas pela esposa do colecionador, Saidie May, ao museu de Baltimore desde 1937.

A direção do museu, advertida do caso, buscou em seus arquivos e descobriu que o quadro foi roubado em 1951, embora não tenha encontrado rastros da denúncia policial.

O museu notificou a casa de leilões, que alertou a polícia federal americana (FBI). Uma investigação está em curso.

A casa de leilões informou estar "satisfeita de que isto tenha vindo à tona a tempo".

"Nós não vendemos obras sem saber claramente quem é o dono", disse Elizabeth Wainstein, proprietária da casa de leilões, que lembra ter investigado os registros de obras de arte roubadas ao receber o quadro.

As pinturas de Pierre-Auguste Renoir estão entre as mais caras do mundo.

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