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Realidade, sangue e arte

por Redação Carta Capital — publicado 15/09/2012 09h47, última modificação 15/09/2012 09h47
O projeto de Cara de Cavalo parece representar uma guinada no trabalho d’Aquela Companhia, que já se inspirou em Kafka, Goethe, Joyce e David Bowie
teatropost

Tensão. Remo Trajano no papel do bandido que virou mito

por Daniel Schenker

Cara de Cavalo
Direção: Marcos André Nunes
Teatro de Arena do Espaço Sesc, Rio de Janeiro
Até 30/9

O projeto de Cara de Cavalo parece representar uma guinada no trabalho d’Aquela Companhia, que já se inspirou em Franz Kafka, Goethe, Herman Hesse e James Joyce e no universo de David Bowie. Esta montagem evidencia laços com a última encenação do grupo, Outside, um Musical Noir, no que se refere ao destaque destinado à conexão entre arte e crime. Esse elo vem à tona agora por meio da homenagem de Hélio Oiticica a Manuel Moreira, o Cara de Cavalo, materializada no bólide-caixa nº18 B3.

Trata-se do bandido que ganha projeção a partir do assassinato do detetive Milton Le Coq e do jogo de manipulação comandado pelo repórter Amado Ribeiro. Executado pela polícia em 1964, Cara de Cavalo é evocado no texto fragmentado de Pedro Kosovski e em  cena tensa.

 

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