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Sugestões Bravo! Teatro

Palco Itinerante

por Redação Carta Capital — publicado 07/04/2012 08h52, última modificação 06/06/2015 18h22
Uma pequena seleção do Festival de Teatro de Curitiba chega a São Paulo. Confira os destaques que foram selecionados pelas Sugestões Bravo! Teatro
Isso te interessa?

Ao extremo. Flávio Bauraqui e Anunciação em Namíbia, Não!

Por Orlando Margarido

Como na lente apontada ao cotidiano de determinada geração de uma família de que se vale a peça Isso Te Interessa?, uma pequena seleção do atual Festival de Teatro de Curitiba chega a São Paulo para nos dar uma amostra do que por lá acontece.

Trata-se da primeira iniciativa de colaboração entre as capitais.

E será a montagem carioca de Marcio Abreu com a Companhia Brasileira de Teatro para o texto Bon, Saint-Cloud , de Noëlle Renaude o programa inaugural na sexta 6, às 20 horas, no Itaú Cultural, um dos espaços a receber o calendário, junto com o Auditório do Ibirapuera.

Ao primeiro espaço cabem os espetáculos da Fringe, seção paralela nascida há 15 anos. Até domingo 8, sempre às 20 horas, estão escaladas as peças Cyrk, show musical que mescla teatro e circo, com o trio curitibano Quintina, e o repertório duplo do grupo pernambucano Magiluth, com 1 Torto e O Canto de Gregório.

Já a maioridade da seleção oficial do festival, em seus 21 anos, pode ser conferida no Auditório nos dias 11 e 12 com a encenação da Companhia de Ópera Seca para Licht + Licht, uma reflexão sobre Goethe e seus personagens. A trupe criada por Gerald Thomas tem como diretor convidado Caetano Vilela, em sua segunda colaboração depois de Travesties. Nos dias 14 e 15 é a vez de Namíbia, Não!, estreia na direção de teatro adulto do ator Lázaro Ramos, com o autor Aldri Anunciação e Flávio Bauraqui no elenco. Em cena, uma discussão sobre racismo e outros temas depois da sanção de lei que obriga cidadãos negros a serem enviados a um país africano.

Por Daniel Schenker

Vestido de Noiva
Direção: Caco Coelho
Até 6 de maio, no CCBB, Rio de Janeiro

Vestido de Noiva permanece como divisor de águas do teatro brasileiro, tanto devido à estrutura do texto de Nelson Rodrigues (que entrelaça os planos de realidade, memória e alucinação) quanto à assinatura autoral de Ziembinski na famosa montagem de 1943.

Para marcar o centenário do dramaturgo (1912-1980), o diretor Caco Coelho investiu em nova versão centrada no acirrado conflito entre as irmãs Alaíde (Renata de Lélis) e Lucia (Sara Antunes), enredadas com o mesmo homem, Pedro (Felipe de Paula).

A estrela do espetáculo é a construção cenográfica (de André Cortez) erguida na rotunda do CCBB: uma caixa em forma de octógono com capacidade para 120 espectadores, que assistem à montagem transcorrida no nível da plateia e em platôs suspensos.

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