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Orquestra de um homem só

por Redação Carta Capital — publicado 14/11/2012 09h39, última modificação 14/11/2012 09h39
O músico Silva mescla eletropop e música erudita e combina timbres e texturas

por Tárik de Souza

 

Um nome fácil de lembrar e de esquecer: Silva. Mas a estreia em disco do capixaba de Vitória Lucio Silva de Souza, 23 anos, nada tem de comum.

Filho de uma professora de música, estudante de violino clássico, além desse instrumento, ele canta e utiliza no disco sintetizadores, pianos acústico e elétrico, guitarra, órgão, cello, violão, ukulele, vibrafone, escaleta, synth bass, caixa, surdo, bateria eletrônica, glockenspiel e programação.

Com exceção de duas faixas, todas as demais “foram gravadas na casa do Silva, em Vitória, Espírito Santo, Brasil”, como ele afirma no encarte, onde menciona dois únicos acompanhantes em algumas músicas do disco, mixado nos EUA e masterizado em Londres.

A diva lírica Maria Callas ressoa em sample (da ópera Anna Bolena, de Donizzetti) ao fundo da tecladaria da faixa-título. Em Ventania sopra um binário baião, e ainda há ecos de Schumann, Marcelo Camelo, James Blake e Arcade Fire nas inquietas alquimias do roteiro.

O principal mérito de Silva em sua mescla eletropop-erudita é o domínio da intensidade e a combinação clarividente dos timbres e texturas empregados em suas composições, boa parte delas em parcerias com o irmão Lucas Silva.  

Claridão
Silva
Slap/Som Livre

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