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Sugestões Bravo! para ouvir

O velho e o novo choro

por Redação Carta Capital — publicado 26/02/2012 18h25, última modificação 26/02/2012 18h25
O velho e o novo choro encontram-se no Sesc Santana, sob a flauta de Altamiro Carrilho e o violão de Ruy Weber. Confira outras sugestôes Bravo! para ouvir aqui
13.05.09 - Forum Setorial da Madeira.

Transversal do tempo

Movimento Sincopado, Ruy Weber e Altamiro Carrilho
Sesc Santana, São Paulo
25 de fevereiro

O velho e o novo choro encontram-se no Sesc Santana, neste sábado 25 de fevereiro. Altamiro Carrilho, 87 anos de vida e 82 de flauta, considerado um dos grandes ícones da música instrumental brasileira, sobe ao palco ao lado dos conjuntos Bora Barão e Choro da Casa, que integram o Movimento Sincopado, coletivo de chorões de São Paulo. O espetáculo conta ainda com a presença do violonista Ruy Weber, diretor musical do CD que o Sincopado lança neste ano.

Instrumentista consagrado nascido em família de músicos, Carrilho ganhou a primeira flauta aos 5 anos de idade. O talento precoce evoluiu até sua transformação em virtuoso da flauta transversal. Compositor prolífico, com cerca de 200 canções, Carrilho vai interpretar choros como Aeroporto do Galeão e Rio Antigo.

O repertório da noite também terá músicas compostas por Marquinho Mendonça e Felipe Soares, do Movimento Sincopado. O show faz parte da programação Roteiro Musical da Cidade de São Paulo, que o Sesc Santana promove até o início de abril. (André Carvalho)

CD: A guinada ao pop de Céu
Caravana Sereia Bloom
Céu
Urban jungle/Universal

Apesar de sugerir uma postura Vagarosa, a partir do título anterior, com discos espaçados, entremeados por shows em festivais internacionais, Céu é uma cantora e compositora em permanente movimento.

Já fez incursões num samba remodelado pela eletrônica e no dub reggae jamaicano. Estradeiro desde o nome e as fotos desfocadas da solista em locações variadas na capa
e encarte, Caravana Sereia Bloom viaja também num carrossel de estilos, onde se nota uma guinada pop. O brega em órgão (da própria) Retrovisor (pois não pense que isso vai ficar assim/ meu batom vermelho vai me enfeitar) sintoniza com Baile da Ilusão (me colori/ pra lembrar o que vivi), ambas calcadas em desventuras amorosas.

O reggae não foi abandonado, como se ouve em You Won’t Regret it, recriação do sucesso
de Lloyd Robinson, e Asfalto e Sal, parceria dela com o marido e produtor Gui Amabis.
O samba também não ficou de fora. Palhaço, um totem do cada vez mais cultuado Nelson Cavaquinho, sucesso de Dalva de Oliveira, em 1951, ressurge valseado numa delicada atmosfera circense, sob o assobio do inefável Ridi Pagliaccio, da ópera de Leoncavallo.

Ainda na tecla retrô, Céu injeta arcaísmo no xote pop Amor de Antigos (Nhô nhô bebeu um gole de cada poro meu/ e feito vinho de caju amarrei-lhe a boca). Uma vinheta com batida de bossa (Teju na Estrada) prefacia o baião/rock Contravento no enredo aberto pela espacial Falta de Ar. A chave do fértil périplo ressoa em inglês em FFree, com dois efes: Há uma estrada dentro de mim/ não sei onde ela me leva. (Tárik de Souza)

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