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O novo ar da velha bossa

por Araújo Lopes — publicado 03/11/2011 11h32, última modificação 04/11/2011 11h49
Patrimônio instrumental brasileiro, o Zimbo Trio lança trabalho autoral e tem os seis primeiros discos reeditados
creditos a Fernando Martins Ferreira Z pq

Patrimônio instrumental brasileiro, o Zimbo Trio lança trabalho autoral e tem os seis primeiros discos reeditados. Foto:Fernando Martins Ferreira

Gravar músicas de gente que não era conhecida sempre fez parte da nossa vida. O negócio é que os desconhecidos naquela época eram o Chico Buarque de Hollanda, o Edu Lobo e o Gilberto Gil.” Quem faz a espirituosa tirada, ao lembrar do começo distante 50 anos na história, é o pianista Amilton Godoy. E sem exagero. Pois os anos 1960 não seriam os mesmos no Brasil sem o Zimbo Trio, fundado em 1964 por ele, o contrabaixista Luís Chaves e o baterista Rubinho Barsotti. Verdade que os anos que se seguiram à era de ouro do rádio originaram legendários grupos musicais.

Trios, quartetos e quintetos embalados nos novos ares da bossa, que refizera o lugar da canção popular em bares e nightclubs no Rio de Janeiro e São Paulo. Mas, de uma geração inteira de talentos, só restaria mesmo o Zimbo. Logo viraria referência com sua nova forma de tocar e acompanhar a música brasileira. Era samba, era jazz, era suave e poderoso, irresistível. Um legado que agora volta à tona, com a peculiaridade da autoria integral.

Depois de 47 anos, o Zimbo lança seu 51º disco. E pela primeira vez traz só composições próprias, da autoria de Amilton Godoy. “Nossa proposta nunca foi cantar nossas músicas, mas interpretar muito bem canções de outro. Mas nós nunca excluímos compositores em início de carreira”, diz Godoy.Tanto que, no primeiro disco do grupo, havia uma música, O Norte, de Luís Chaves. O novo trabalho, Zimbo Trio Autoral, não deixa de lado a técnica impecável que virou marca do grupo.

 

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