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Cultura

Restauração

Monumental outra vez

por Araújo Lopes — publicado 16/02/2011 17h08, última modificação 18/02/2011 14h42
Os painéis Guerra e Paz reaproximam Portinari de seu povo

Os painéis Guerra e Paz reaproximam Portinari de seu povo

No segundo andar do Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, é recuperada desde o início deste mês uma das mais importantes obras de arte do Brasil. Os painéis Guerra e Paz, do pintor Candido Portinari (1903-1962), são compostos de duas imensas pinturas a óleo sobre madeira compensada que totalizam 280 metros quadrados. Finalizadas em 1956, as pinturas foram doadas no ano seguinte à Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, para que o mundo apreciasse o significado da paz segundo o compreendia o artista.

O trabalho que recupera a obra, para o qual o BNDES destinou 6,5 milhões de reais, durará quatro meses e será encaminhado por 18 profissionais envolvidos nas etapas de restauração e apoio científico. Divididos em 28 peças, os quadros foram visitados por 40 mil pessoas quando expostos no Theatro Municipal. Esse público agora acompanha em tempo real sua restauração, de segunda a sexta-feira, entre 9h30 e 17h30. A arquiteta Juliana Abreu é uma das visitantes. Ela dedicou parte de uma manhã de sol no Rio, na terça-feira 15, para acompanhar o trabalho. “Me impressionou muito como as peças grandiosas são feitas de pinceladas tão delicadas.”

No local, é possível observar também objetos pessoais do pintor, seus pincéis, óculos, blocos de rascunhos, cartas e documentos. Essas foram ferramentas utilizadas por Portinari para representar seu engajamento na luta mundial pela pacificação entre as nações. Guerra e Paz é fruto de um século massacrado por dois conflitos mundiais.

*Confira este conteúdo na íntegra da edição 634, já nas bancas