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Cultura

Edição 630

Monarco: 35 anos depois

por André Carvalho — publicado 26/01/2011 09h00, última modificação 26/01/2011 11h25
o Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro recebe, na terça-feira 25 de janeiro, o baluarte da Velha Guarda da Portela no segundo show da série dedicada aos grandes discos da música brasileira

Lançado em 1976, Monarco, álbum de estreia do sambista portelense, é um registro elegante. O alto nível
dos músicos envolvidos na gravação, o repertório com 12 pérolas da Portela, os belos arranjos, as excelentes interpretações do cantor e a capa ilustrada pelo caricaturista Lan, que por si só já é uma verdadeira obra de arte, fazem do álbum uma preciosidade cultural.

Celebrando os 35 anos do lançamento de tal registro, o Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro recebe,
na terça-feira 25 de janeiro, o baluarte da Velha Guarda da Portela no segundo show da série dedicada aos grandes discos da música brasileira, iniciada em 2010 com A Arte Negra de Wilson Moreira e Nei Lopes – 1980. Com produção artística de Alexandre Raine e direção artística de Paulão 7 Cordas, que também toca violão, o espetáculo conta ainda
com Mauro Diniz (filho de Monarco) no cavaquinho e Felipe de Angola na percussão. O repertório é composto de 12 faixas que formam o disco, entre elas clássicos como Lenço, parceira com Chico Santana, Quitandeiro (parceria póstuma com Paulo da Portela) e Tudo menos Amor, com Walter Rosa.

O jornalista Sérgio Cabral, que assinou um texto no encarte do disco (juntamente com Romeu Nunes, o produtor artístico, Carlos Lemos, Juarez Barroso e Lan), também estará presente na apresentação, contando um pouco da história do sambista.

Ao lançar Monarco, aos 43 anos de idade, Hildemar Diniz já era uma das lideranças da Velha Guarda (mesmo com
a “pouca” idade) e considerado um ótimo compositor e grande “gogó” da Escola. Hoje, aos 77, conta cinco discos individuais lançados, outros quatro com a Velha Guarda da Portela e diversas outras participações.

No texto escrito há 35 anos, no encarte do disco, Sérgio Cabral afirmava: “Só depois que os chamados veículos
de comunicação descobriram que a nossa mais expressiva música popular também poderia entrar nas paradas
de sucesso é que Monarco começou a ter vez”. Hoje, o disco está fora de catálogo, mas o reconhecimento ao artista prevalece.

Serviço:

MONARCO
Instituto Moreira Salles,
Rio de Janeiro
25 de janeiro