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Mistério poético em prosa

por Ana Lúcia Trevisan — publicado 03/05/2011 10h48, última modificação 03/05/2011 10h53
Em Vermelho Amargo, obra delicada e repleta de intensidade, situa-se uma experiência amarga da infância. As perdas, os refúgios e os sonhos são descritos por meio de uma prosa que flerta com a poesia.

VERMELHO AMARGO

Bartolomeu Campos de Queirós
CosacNaify, 72 págs., R$ 39

Amargo, de Bartolomeu Campos de Queirós, escapa às definições imediatas de gênero. Trata-se de um conto, de um relato autobiográfico ou de um ensaio poético? Não há uma conclusão precisa, mas nesta obra delicada e repleta de intensidade situa-se uma experiência amarga da infância. As perdas, os refúgios e os sonhos são descritos por meio de uma prosa que flerta com a poesia.

A mistura de parágrafos, estes aproximados a estrofes, compõe imagens que apresentam ao leitor o universo das separações. Morre a mãe, o pai está alheio à dor, chega a inabalável madrasta, os irmãos mergulham em diferentes despedidas e solidões. Em algum percurso das imagens metafóricas deste livro, cabe um pouco das dores próprias ou alheias, um pouco do mistério que transforma o cotidiano em poesia.