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Mentira de batismo

por Renato Pompeu — publicado 07/04/2011 09h00, última modificação 07/04/2011 09h00
Na biografia de Américo Vespúcio, Felipe Fernández-Armesto especula que foi uma sorte o nome definitivo do continente nada ter a ver com Colombo, o seu descobridor

Em sua biografia de Américo Vespúcio, Felipe Fernández-Armesto especula que foi uma sorte o nome definitivo do continente nada ter a ver com Colombo, o seu descobridor, pois isso geraria controvérsias, segundo ele acredita. O nome foi dado em homenagem a um italiano, cosmógrafo que não participou de tantas expedições importantes quanto seus leitores foram levados a crer.

Mas o florentino a serviço de Portugal e da Espanha foi consagrado por relatos fantasiosos a respeito das novas terras, dirigidos a um público mais ansioso por fábulas que por correção. Tanto assim que Américo Vespúcio “viu”, na América do Sul, leões, inexistentes no continente. Se a denominação América é mais neutra do que a inspirada em Colombo, como quer Fernández-Armesto (professor inglês), a verdade é que o nome do continente já nasceu baseado em mentiras.

AMÉRICO – O HOMEM QUE DEU SEU NOME AO CONTINENTE
Felipe Fernández-Armesto
Companhia das Letras,
312 págs., R$ 49