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Marta Suplicy substitui Ana de Hollanda no Ministério da Cultura

por Redação Carta Capital — publicado 11/09/2012 16h27, última modificação 06/06/2015 18h28
Após entrar na campanha de Fernando Haddad na eleição paulistana, a senadora ganha a vaga no MinC. Relembre as polêmicas protagonizadas pela antecessora
Marta Suplicy

A senadora Marta Suplicy assume o lugar de Ana de Holanda no MinC. Foto: Antonio Cruz/ABr

Depois de entrar na campanha de Fernando Haddad (PT) à prefeitura de São Paulo, após uma série de reuniões com o ex-presidente Lula e Dilma Rousseff, a senadora Marta Suplicy recebeu nesta terça-feira 11 o comando do Ministério da Cultura. O acordo foi oficializado em nota pelo Planalto. Marta vai substituir Ana de Hollanda, que fazia administração polêmica no MinC desde o início do governo Dilma.

A posse de Marta ocorre na quinta-feira 13. Segue a íntegra da mensagem da presidência, anunciada no Blog do Planalto nesta terça:

“A presidenta da República, Dilma Rousseff, convidou a senadora Marta Suplicy para ocupar o Ministério da Cultura. Ela substituirá a artista e compositora Ana de Hollanda, a quem a presidenta agradeceu hoje o empenho e os relevantes serviços prestados ao país à frente da pasta desde janeiro de 2011.

Dilma Rousseff manifestou confiança de que Marta Suplicy, que vinha dando importante colaboração ao governo no Senado, dará prosseguimento às políticas públicas e aos projetos que estão transformando a área da Cultura nos últimos anos."

O anúncio ocorre no momento em que Marta Suplicy entra de cabeça na campanha do petista Fernando Haddad em São Paulo. No início do ano, Marta, que governou a cidade entre 2001 e 2004, perdeu a queda de braço com Haddad, escolhido por Luiz Inácio Lula da Silva como candidato do partido a prefeitura. Desde então ela vinha boicotando a campanha. Há duas semanas, após uma conversa com Lula, ela decidiu participar.

A vaga de Marta Suplicy no Senado será ocupada pelo vereador paulistano Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP), cujo partido apoia José Serra (PSDB) à prefeitura de São Paulo, apesar de ser da base aliada do governo no Congresso Nacional.

Ana de Hollanda: sinônimo de críticas

A gestão de Ana de Hollanda foi marcada por duras críticas por parte do setor artístico brasileiro. A última polêmica ocorreu em agosto deste ano, quando a ex-ministra enviou uma carta à jornalista Miriam Leitão, reclamando do orçamento do Minc para a titular do Ministério do Planejamento. A carta foi vazada para o jornal O Globo, atitude que não agradou a presidenta.

Mas as reclamações em relação a Ana de Hollanda começaram antes, assim que ela assumiu o posto. A retirada do selo de Creative Commons do site do MinC e o fato de decidir “rever” a aclamada reforma dos direitos autorais proposta por seu antecessor Juca Ferreira fizeram com que sua administração fosse vista como conservadora e anacrônica.

A agora ex-ministra ainda foi convidada a prestar esclarecimentos na CPI do Escritório Central de Arrecadação, depois que o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) considerou “nebulosas” as relações de aproximação do ministério com a instituição, algo que deteriorou ainda mais sua imagem.

Em outra frente, fragilizou-se entre os petistas ao cancelar a nomeação do sociólogo Emir Sader para presidir a Fundação Casa de Rui Barbosa, depois que ele declarou que ela era "meio autista". Em entrevista, Juca Ferreira afirmou que a gestão de Ana de Hollanda era um “desastre”, opinião compartilhada por nomes como Fernanda Montenegro e Marilena Chauí.