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Cultura

Ópera

Jonathan Swift em escárnio japonês

por Alvaro Machado — publicado 30/11/2015 08h18, última modificação 30/11/2015 17h06
Satirista demolidor, o anglo-irlandês Jonathan Swift morreu em 1745 sem terminar as suas Instruções aos Criados, ainda não traduzido ao português
Yuji Kusuno
Grupo-Ban'yu-Inryoku

O grupo Ban'yu Inryoku

O autor de As Viagens de Gulliver e A Arte da Mentira Política iniciara 14 anos antes essas orientações de ironia corrosiva a cavalariços, mordomos, cozinheiros etc., entre 16 tipos de serventes de uma casa grande.

Em 1978, o diretor da vanguarda teatral japonesa Shuji Terayama (1935-1983) imaginou um festim em que esses criados vestem-se e comportam-se como os patrões, em sua ausência, subvertendo as regras de Swift.

Inspirado no “teatro total” dos gêneros tradicionais nô e kabuki, o diretor concebeu uma ópera de feições contemporâneas, com dança, rock, artes marciais, mascaradas, circo, vídeo, performance etc.

Os discípulos do multiartista Terayama fundaram o grupo Ban’yu Inryoku e recriaram a sua concepção de 1978 para a obra de Swift, agora apresentada com 24 atores e músicos.

A raridade integra as comemorações dos 120 Anos do Tratado de Amizade Brasil-Japão.

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