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Infância que encanta

por Orlando Margarido — publicado 07/07/2012 09h13, última modificação 07/07/2012 09h13
Yann Samuell renova a trama de A Guerra dos Botões, relembrando a infância idílica que os adultos guardam com nostalgia
botoes

Tempo de formação. O elenco infantil bem dirigido dá o tom da comédia que marcou uma geração

A guerra dos botões
Yann Samuell

Desde o ano passado duas refilmagens de A Guerra dos Botões atraem a atenção na França. Uma é de Christophe Barratier, que conhecemos aqui de A Voz do Coração, e traz Laetitia Casta e Guillaume Canet no elenco. A outra é de Yann Samuell, que escalou Alain Chabat, Eric Elmosnino e Mathilde Seigner nos papéis adultos. E por que tantas estrelas do país se engajaram nos projetos? O espectador brasileiro pode conferir pela primeira vez ou relembrar a força e sedução dessa comédia que se tornou marco de toda uma geração a partir de sexta 6, quando a versão de Samuell chega às telas.

Com essas, são cinco as adaptações da obra de Louis Pergaud escrita em 1912. A primeira ocorreu em 1936, mas foi a de Yves Robert, três décadas depois, que cativou público e crítica com grande sucesso de bilheteria à época. Fama que cruzou o Canal da Mancha e gerou até mesmo uma revisão irlandesa.

Fácil supor que tamanha fama venha da abordagem daquela infância idílica que os adultos guardam com nostalgia, ou da passagem dela para os primeiros sinais juvenis. Mas não só isso. Há a qualidade de saber manejar as crianças em cena, afinal as grandes estrelas aqui, divididas nas duas turmas rivais de vilarejos que nos anos 1950 se enfrentam no limite do que hoje o politicamente correto calcou como bullying.

Samuell, habituado ao universo infantil no cinema, tem a mão e mesmo renova a trama com Lanterna, uma menina que como tal não será bem aceita nos jogos masculinos. Uma pequena modernização para que o encanto deste olhar sobre um tempo de formação se mantenha eterno.

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