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Coco Chanel

Ícone do estilo e Nazista

por Gianni Carta publicado 17/08/2011 16h08, última modificação 19/08/2011 13h09
Nova biografia lançada nos EUA revela que a francesa foi ativa integrante do serviço militar de inteligência dos nazistas
Ícone do estilo e Nazista

Nova biografia lançada nos EUA revela que a francesa Coco Chanel foi ativa integrante do serviço militar de inteligência dos nazistas. Por Gianni Carta

Famosa mundo afora pelo seu perfume Chanel nº 5, a estilista francesa Coco Chanel era espiã nazista. É o que diz Hal Vaughan em Sleeping with the Enemy: Coco Chanel's Secret War (Dormindo com o inimigo: a guerra secreta de Coco Chanel), biografia da ícone da moda lançada nos Estados Unidos na terça-feira 16. Segundo o jornalista americano especializado em Segunda Guerra Mundial, em 1940 ela passou a integrar o Abwehr, o serviço de inteligência militar alemão sob o codename "Westminster", uma referência a um ex-amante, o duque de Westminster. O homem que a introduziu aos serviços de inteligência foi outro amante, o Barão Hans Gunther von Dincklage, espião respeitado por Adolph Hitler e Joseph Goebbels.

Em 1943, o barão quis usar Coco Chanel como mediadora entre a Alemanha e o Reino Unido, mas a tentativa foi abortada. Graças ao barão, a designer, famosa pelos seus tailleurs e roupas simples e práticas, conseguiu manter seu apartamento no luxuoso Ritz, um dos hotéis ocupados pelos nazistas durante a guerra.

Hans Gunther von Dincklage era tido como um playboy "inofensivo". No entanto, à época corria o boato de que o barão e sua amante eram espiões nazistas. O fato de Chanel ter fechado sua loja em Paris durante a guerra, e tê-la reaberto somente em 1954, reforça rumores de que a estilista de moda estava envolvida em atividades nebulosas. Segundo Hal Vaughan, foi o barão quem qualificou Chanel como uma mulher "ferozmente antissemita", muito antes de ela colaborar com o regime nazista. Em 1933, Chanel considerava Hitler um grande europeu.

Após a guerra, já se falava abertamente nos círculos de intelectuais sobre o fato de Chanel ter sido colaboracionista. A designer mudou-se para a Suíça, e começou a vestir celebridades e estrelas de Hollywood. Jackie Kennedy, a ex-primeira-dama dos EUA, talvez tenha sido a celebridade que mais deu publicidade à famosa marca. Chanel morreu em 1971, aos 87 anos, no hotel Ritz.

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