Você está aqui: Página Inicial / Cultura / Erramos: ator de "Lixo Extraordinário" nega problemas com o visto

Cultura

Oscar

Erramos: ator de "Lixo Extraordinário" nega problemas com o visto

por Redação Carta Capital — publicado 03/02/2011 10h35, última modificação 03/02/2011 11h01
Coprodutora do documentário diz não ter feito à solicitação e não ter definido quais pessoas irão à cerimônia de entrega da estatueta

Coprodutora do documentário diz não ter feito à solicitação  e não ter definido quais pessoas irão à cerimônia de entrega da estatueta
Ao contrário do que nós e outros vários veículos noticiamos ontem, Sebastião Carlos dos Santos, o Tião, poderá sim estar presente na cerimônia de entrega do Oscar. “Não tem nada disso”, afirma ele. A empresa O2 , coprodutora do documentário diz não ter feito a solicitação do  visto pois ainda não foi definido qual o grupo de pessoas que irá  para Hollywood no fim e fevereiro.
Entusiasmado com a possibilidade de ir ao Oscar, Tião aproveita a visibilidade para mostrar ao mundo o dia a dia de quem vive e tira seu sustento do lixo.   “Essa história toda mudou a minha vida. Mas o importante mesmo é chamar a atenção para a questão social do catador. Imagina garantir a essa temática uma repercussão internacional?”, afirmou ele em um encontro realizado em Brasília.
A indicação
Indicado ao Oscar de melhor documentário, Lixo Extraordinário, é estrelado pelo catador juntamente com um grupo de trabalhadores que sobrevivem da reciclagem de materiais recolhidos no aterro sanitário de Gramacho, em Duque de Caxias (RJ).
O local inóspito foi a fonte de inspiração para que o artista plástico Vik Muniz pudesse produzir sua arte, que tem como base a montagem de grandes imagens em que  pessoas são retratadas através do próprio material encontrado no aterro. Eternizadas em fotografias, os registros são leiloados para colecionadores internacionais por milhares de dólares.
O catador de 32 anos trabalha no aterro desde os 11. Já viajou para Londres com Muniz onde viu seu retrato ser arrematado por 28 mil libras, que equivalem a 45 mil dólares.
Para o reciclador, como prefere ser chamado, muita gente tem preconceito em relação ao trabalho que desenvolve, já que as pessoas veem o lixo como algo insignificante.
Tião, que tornou-se presidente da associação local de catadores, afirma que o documentário mostra que as pessoas que vivem do lixo são batalhadoras, sustentam suas famílias e desenvolvem um trabalho honesto.
O documentário, que já faturou o Festival de Berlim ano passado, custou US$1,5 milhão e foi produzido pela britânica Lucy Walker. Na premiação enfrentará concorrentes de peso, como o filme “Exit Though The Gift Shop”, também focado na arte de rua.

registrado em: