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Cultura

Entrevista

'Comércio de órgãos virou negócio lucrativo', aponta Walter Maierovitch

por Redação Carta Capital — publicado 19/07/2012 21h11, última modificação 19/07/2012 21h11
Colunista de CartaCapital diz no programa Provocações da tevê Cultura, que um fígado chega a valer 2 milhões de dólares no mercado negro

O comércio de órgãos se transformou em um negócio lucrativo. E esse tipo de acordo já integra uma rede mundial com hospitais e pacientes preparados, incluindo exames de compatibilidade com o receptor. É o que destacou Walter Maierovitch, desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo e colunista de CartaCapital, em participação no programa Provocações, de Antônio Abujamra, na TV Cultura. “É um comércio que tem numa ponta pessoas com dinheiro para pagar e os preços mudam. São afetados pela crise. Hoje, meio fígado custa mais de 2 milhões de dólares.”

O programa foi ao ar na segunda-feira 17, mas abaixo é possível acompanhar os vídeos da entrevista. Neles, Maierovitch fala sobre leis da União Europeia que permitem transformar em bens da União patrimônios de pessoas suspeitas que não consigam comprovar a origem lícita dos bens.

O colunista de CartaCapital ainda destaca que, segundo um czar antidrogas da ONU, a economia mundial depende da criminalidade organizada. “A crise financeira de 2008, não foi pior porque os sistemas de compensação interbancários se salvaram por causa do dinheiro do crime. Suspeita-se que 40% do que é movimentado no mundo vem das multi-internacionais do crime.”

Acompanhe a entrevista: