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Chinês Mo Yan vence o Nobel de Literatura

por Redação Carta Capital — publicado 11/10/2012 10h21, última modificação 11/10/2012 10h28
O escritor, conhecido pelo tom crítico a respeito de circunstâncias sociais da China, foi o premiado
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Mo Yan consegue conjugar "com realismo alucinatório, lendas, histórias e elementos contemporâneos", destacou o júri. Foto: AFP

O escritor chinês Mo Yan, de 57 anos, é o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura 2012. O nome dele foi divulgado nesta quinta-feira 11 pela Academia Sueca. Nas suas obras, Yan costuma descrever o cotidiano de comunidades rurais na China, envolvendo histórias de amor e sensibilidade.

Para especialistas em literatura, as obras de Yan têm forte conteúdo crítico sobre circunstâncias sociais, mas alia essa característica ao realismo mágico de Gabriel García Márquez. Nos seus textos, o chinês se dedica a detalhar imagens, cores e micro-histórias. Ele costuma falar da sua região, o Nordeste da China, e do interior do país.

Segundo pessoas próximas ao escritor, ele gosta de escrever, originalmente, em chinês tradicional, usando apenas papel e pincel. Costuma ser ágil na sua produção literária e gosta de contar a origem do seu pseudônimo. Em chinês, Mo Yan significa não falar. O escritor destaca que optou pelo nome porque costuma ser franco e direto nas suas colocações. O nome de batismo dele é Guan Moye.

Entre suas principais obras estão "Sorgo Vermelho" (cuja adaptação para o cinema do diretor Zhang Yimou venceu o Urso de Ouro do Festival de Berlim em 1988) e "Fengru Feitun", um vasto painel histórico da China no século XX a partir de um retrato de família.

No ano 2000, o Prêmio Nobel de Literatura foi atribuído a Gao Xingjian, um escritor chinês exilado na França e naturalizado francês em 1997. No ano passado, o Prêmio Nobel de Literatura foi concedido ao sueco Tomas Tranströmer.

Com informações da Agência Brasil e da AFP

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