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Caubóis da eternidade

por Camila Alam — publicado 07/01/2011 13h46, última modificação 07/01/2011 14h05
Entrou em cartaz "Além da Vida", que está longe de ser uma das clássicas produções de seu diretor, Clint Eastwood. Por Camila Alam

Além da Vida, de Clint Eastwood
Além da Vida está longe de ser uma das clássicas produções de seu diretor, Clint Eastwood. O norte-americano mantém a direção limpa e concisa, ao mesmo tempo que mergulha em tema delicado e espiritual, o que faz com que este longa seja visto com surpresa e pareça menos autoral.
O espectador acompanha três personagens que lidam com a morte. Um médium americano (Matt Damon) que acredita ser amaldiçoado pelo seu dom, um jovem garoto inglês (Frankie McLaren) que perde o irmão gêmeo enquanto lida com a forte dependência química da mãe, e uma jornalista francesa (Cécile De France) que vive uma experiência de quase morte durante um tsunami – em uma sequência de grande impacto, que inicia o longa.
Sem se atrelar a religiões ou estabelecer dogmas, o tema da vida após a morte é tratado de forma curiosa, como uma dúvida que paira sobre os personagens. Como outros já apresentados pelo diretor, eles vivem suas experiências de maneira solitária e corajosa. No entanto, também destoam do estilo Eastwood quando são colocados em cenas que apelam demasiado pelo emocional ou trazem fundos musicais exagerados. Entre erros e acertos,  Além da Vida teve recepção fria no exterior por público e crítica. Talvez tenha trajetória diferente no Brasil, se considerarmos sucessos de bilheteria do cinema nacional como Chico Xavier e Nosso Lar.