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Cabaré guignol

por Redação Carta Capital — publicado 26/08/2012 12h38, última modificação 26/08/2012 12h38
Referências cinematográficas, como o olhar amoroso de Carlos Reichenbach sobre a classe média, ajudam a situar Os Bem-Intencionados, do grupo Lume
bemintencionadospost

Em volta desta mesa. Cultura brega em outro registro

por Alvaro Machado

Os bem-intencionados Sesc Pompeia, São Paulo
Até 30 de setembro

Referências cinematográficas, da alegoria trash dos filmes de Carlos Alberto Prates Correia ao olhar amoroso de Carlos Reichenbach sobre a classe média, ajudam a situar Os Bem-Intencionados, do grupo Lume, de Campinas. Os acentos cômicos e patéticos desses artistas mambembes remetem, ainda, às nostalgias de O Baile (1983), de Ettore Scola, mas desta vez danças e músicas degringolam, após o humor do primeiro ato, em puro grand guignol. A mineira Grace Passô é a diretora convidada e, na cenografia, poltronas dão lugar a mesas de bar, bebidas, petiscos e palco com banda, favorecendo a incursão à cultura brega. Felizmente, o registro é bem diverso da atual produção noveleira. Já o livro Lume Teatro – 25 anos (Ed. Unicamp) recupera as montagens do fundador Luís Otávio Burnier (1956-1995) e intercâmbios com o núcleo dinamarquês Odin Teatret, a atriz canadense Sue Morrison e o bailarino de butô Tadashi Endo.

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