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Passos conquistadores

por Alvaro Machado — publicado 08/09/2016 04h55
Uma das mais recentes sensações da cena francesa, a cia. Käfig, de Créteil, explora, em Pixel, a dança de rua hip-hop característica da região
Laurent Philippe
Pixel

Em Pixel, a dança de rua hip-hop interage com fascinantes projeções de teias digitais

Ao mesmo tempo que a França domou, há 200 anos, sua vocação bélico-imperialista, a cultura tornou-se seu grande bastião conquistador, mais eficaz que as tropas de Napoleão Bonaparte, como nota o diretor russo Aleksandr Sokúrov em seu mais recente filme, Francofonia (2015), em cartaz nos cinemas brasileiros.

   Assim, governos de oito regiões francesas e o Ministério da Cultura do país abrem as carteiras para promover o primeiro festival FranceDanse em terras de América Latina. O evento anual foi criado em 2007 e já captou as atenções de quinze países, na Europa, Rússia, Estados Unidos e Oriente. Ao longo de três meses, em teatros de quinze cidades brasileiras, entre os extremos de Porto Alegre a Fortaleza, apresentam-se 16 cias. de dança contemporânea gaulesas.

   Retornam ao Brasil as estrelas Maguy Marin, com BIT (2014), e Jérôme Bel com o histórico The Show Must Go On (2001), detonador de tendência de espetáculos com performances amadoras, sejam construídas ou genuínas, e o recente Gala (2015).

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Retornam ao Brasil as estrelas Maguy Marin, com BIT (2014), e Jérôme Bel com o histórico The Show Must Go On (2001) ( Philippe Grappe)

Uma das mais recentes sensações da cena francesa, a cia. Käfig, de Créteil, comuna ao sul de Paris, explora, em Pixel, a dança de rua hip-hop característica da região, a interagir com fascinantes projeções de teias digitais. Para a programação, o curador brasileiro João Carlos Couto buscou equilibrar gêneros e estilos, a fim de atender expectativas dos trinta parceiros brasileiros que possibilitaram o evento, entre governos, teatros e instituições.

FranceDanse. Em quinze cidades brasileiras, até 15 nov. Programação completa em www.ambafrance-br.org/-FranceDanse-Brasil 

Na área de formação e educação, Cássia Navas, da Unicamp, convoca outros doze especialistas e pesquisadores de dança contemporânea de universidades brasileiras, de vários estados, para o seminário Aller-Retour, enquanto o coreógrafo Alain Michard faz residência artística em São Paulo, para criação in situ do espetáculo Promenades Blanches, a ser visto em 2017.