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O arquétipo sonoro de Nelson Freire

por Alvaro Machado — publicado 26/08/2016 15h39
Aos 72 anos, pianista mineiro participa das comemorações dos 35 anos da associação cultural Mozarteum Brasileiro em 30 e 31 de agosto
Divulgação
O pianista Nelson Freire

O pianista mineiro já foi alvo de biografia de Ricardo Fiuza e de documentário de João Moreira Salles

Aos 72 anos e 67 de trajetória, Nelson Freire figura, no universo dos melômanos, como arquétipo musical imemorial e destinado a perdurar pelos séculos, tal a solidez de suas interpretações. Obviamente, porém, cada recital e cada concerto seu constitui celebração rara, sem direito a decepções. O pianista mineiro já mereceu biografia, de 2015, por Ricardo Fiuza, e um ótimo documentário, de João Moreira Salles (2003).

A comemorar 35 anos, o Mozarteum Brasileiro afirma, na pessoa de sua fundadora Sabine Lovatelli, que “não seria possível deixar esse orgulho nacional” fora da programação. Freire respondeu o convite com dois programas inteiramente diversos.

Nelson Freire. Recitais em 30 e 31 de ago.; concertos em 16 e 18 out. Sala São Paulo.

No primeiro, três dos mais inspirados corais de Bach, transpostos ao piano por Busoni, irão ecoar em citações diretas na monumental Sonata Op. 5 de Brahms, de 41 minutos.

Na segunda parte, a encantadora Childrens’s Corner de Debussy mostra o quanto deve ao Chopin destinado a fechar o recital. Na segunda noite, sonatas de Mozart e Beethoven preludiam raros Shostakovich (Três Danças Fantásticas) e Scriabin (Poema n. 1).

Em outubro, Freire volta à Sala São Paulo, já na série da Cultura Artística, como solista da Orquestra Tonhalle de Zurique. Ele interpreta o derramado Concerto em Lá Menor de Schumann (Op. 54), enquanto o grupamento suíço revela sua concepção de Shostakovich (Sinfonia n. 6) e Mahler (Sinfonia Titã) em noites alternadas.