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Em nome dos excluídos

por Ana Ferraz publicado 17/05/2016 04h39
As mazelas humanas segundo Gershon Knispel
Autoretrato

Autorretrato no Ateliê (1965), óleo sobre tela

O judeo-alemão naturalizado brasileiro Gershon Knispel cedo desenvolveu empatia pelos marginais, perdedores, excluídos em luta pela sobrevivência. Tocado pelas mazelas humanas, aproximava-se de homens e mulheres em busca de emprego para pintar seus retratos.

Em Gershon Knispel, uma série de artigos revela os 65 anos de atividade do artista que colaborou com Oscar Niemeyer, com quem entre 2003 e 2008 criou 25 serigrafias dedicadas à paz, cuja arte e sensibilidade cativaram amigos como Pietro Maria Bardi e Mário Schenberg.

Gershon Knispel - Retrospectiva 1950-2015. Editora Mayaanot. 239Págs., 60 reais

A arte engajada de Knispel, de 84 anos, manifesta-se em telas, desenhos, murais, gravuras, esculturas. “Não faço distinção entre obras bidimensionais e tridimensionais”, declara em conversa com a curadora e pesquisadora Batia Donner. Para ele, os herdeiros do trabalho comunitário do qual é representante talvez sejam os artistas de rua, “conscientes do espírito de seu tempo e do que urge ser avaliado”.