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Coreografia da violência

por Orlando Margarido — publicado 22/09/2016 04h48
Refilmagem de "Sete Homens e um Destino", longa dirigido em 1960 por John Sturges, promete ir além da obra original
Divulgação
Sete Hoemens e um destino

Denzel Washington na refilmagem do western, pelo afro-americano Fuqua

Sete Homens e um Destino, estreia de quinta 22, ambiciona ir além de uma refilmagem de idêntico título dirigido em 1960 por John Sturges. Propõe chegar mais próximo da história original que Akira Kurosawa dirigiu seis anos antes, Os Sete Samurais.

Com o refinamento clássico dos mestres de seu país, o diretor analisava o Japão medieval dos clãs. Ao western de Sturges, coube o retrato de imigrantes desbravadores, que buscam estabelecer uma nação e a ordem.

Antoine Fuqua segue o conceito, mas tem tarefa extra. O realizador afro-americano escolhe Denzel Washington como protagonista e, portanto, líder dos homens em questão.

Eles se unem, entre algum conhecimento prévio ou não, a pedido de fazendeiros assolados por um rico mandatário (Peter Sarsgaard).

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Agora o filme pretende chegar mais próximo da história original que Akira Kurosawa dirigiu seis anos antes, Os Sete Samurais

Em parte, a diferença de origens, personalidades e razões para aderir à missão ocupa a trama. Mas o que se impõe é o empenho da violência coreografada. E, ainda que eficiente, ela pouco adiciona ao conjunto de filmes além de atualizá-lo.

Sete Homens e um Destino. Antoine Fuqua