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Consciências em curto

por Alvaro Machado — publicado 12/08/2016 04h57
O espetáculo expõe situações-limite
Caio Gallucci
Fluxorama

Marjorie Estiano é a exausta corredora da São Silvestre

Com memória garantida na dramaturgia brasileira por Savana Glacial e Conselho de Classe, Jô Bilac traz agora Fluxorama. A primeira parte surgiu no Rio em 2013.

A segunda estreou em Londres e a terceira foi publicada, com a anterior, pela Universidade Yale, montada com o Wooster Group. Esta quarta e última parte, editada pela Cobogó, é dirigida por Monique Gardenberg, com instalação de Daniela Thomas.

Em quatro solos, o espetáculo expõe situações-limite. No primeiro, Juliana Galdino, como a mulher com doença degenerativa que se percebe surda ao acordar, justifica status de monstro sagrado entre uma geração de atrizes.

No segundo fluxo, Luiz Henrique Nogueira encena entre as ferragens de um acidente de carro. No terceiro, Marjorie Estiano (foto) é a exausta corredora da São Silvestre.

No último, Medusa medita em meio ao caos urbano e confirma qualidades histriônicas de Caco Ciocler. Gardenberg domina arcos cênicos de grande envergadura, com linguagem gráfica de alto impacto. A trilha sonora é de Philip Glass.

Fluxorama. Teatro Sesc Ipiranga (SP), até 21 de agosto

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