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Lionel Bringuier, batuta prodígio

por Alvaro Machado — publicado 14/10/2016 14h53
O maestro francês e a Tonhalle de Zurique tocam em São Paulo e no Rio
Priska Zetterer
Lionel Biringuier

Lionel Biringuier estará no Brasil

À frente da mais antiga orquestra suíça, a Tonhalle de Zurique (1868), o maestro francês Lionel Bringuier esbanja a vitalidade de seus 30 anos. A união completa já cinco anos, com dezenas de gravações em selos europeus, entre elas a integral das nove sinfonias de Mahler, cuja interpretação da Primeira é revelada ao público brasileiro na segunda noite de programas distintos na Sala São Paulo, promovidos pela Cultura Artística.

Já o Theatro Municipal do Rio de Janeiro ouvirá apenas o concerto que celebra outra parceria bem-sucedida de Bringuier, com o pianista mineiro Nelson Freire. Juntos já gravaram Chopin, mas para as salas brasileiras escolheram o Concerto op. 54 de Robert Schumann, de melodias que soam o júbilo triunfal do amor do compositor pela primeira intérprete da peça, Clara Wieck.

Bringuier é conhecido pela precocidade, pois estreou no pódio aos 14, foi maestro-assistente da Filarmônica de Los Angeles aos 21 e atualmente é residente desse grupamento, a secundar o venezuelano Gustavo Dudamel. O trunfo principal do francês costuma ser, porém, a precisão em tempos, a soarem mais ágeis sob sua batuta.

A qualidade beneficia uma das peças de resistência dos concertos, a Sinfonia n. 6, para a qual Dmitri Shostakóvich, o demônio musical que desafiou Stalin, escreveu um galope final sugestivo das composições de musical hall que eram sucesso em 1939. A ousadia maior da Tonhalle, no entanto, é introduzir às plateias brasileiras o contemporâneo húngaro-romeno Peter Eötvös, do qual apresenta A Águia Plana nos Céus.

Orquestra Tonhalle de Zurique. Theatro Municipal do RJ, dia 15. Sala São Paulo, dias 16 e 18.

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