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Cultura

Dança

A alegria do recomeço

por Ana Ferraz publicado 27/04/2016 03h09
Em décima edição, festival reúne 500 artistas por dez espaços na capital baiana
Caíque Bouzas

A cada ano, a diretora e coreógrafa Cristina Castro recomeça do zero. Garantir a continuidade do Vivadança, iniciativa em décima edição que coloca a Bahia na rota dos festivais internacionais, continua a ser tarefa monumental, embora compensadora. Em parceria com Austrália, Israel, Alemanha, Eslováquia, Finlândia, França e Noruega, 500 artistas se apresentarão em dez espaços, entre teatros, centros culturais e ruas de Salvador. “A dança é a coluna central, mas o trânsito com artes plásticas, música, audiovisual e teatro é constante. Interagir, trocar e pertencer a novos campos artísticos é uma atividade recorrente no festival”, define.

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Solos de Sttutgart revela talentos. (Lars F. Menzel)

Nesta edição, um dos destaques é o projeto de investigação artística Yanka Rudzka, integrante da programação do Ano da Cultura da Polônia no Brasil. Precursora da estética contemporânea, há 60 anos Rudzka fundou a Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia, a primeira do País. “Trouxemos quatro coreógrafos poloneses e uma residência artística, sob curadoria da diretora e dramaturga polonesa Joanna Lésnierowska, que trabalhará com dançarinos daqui e de lá.”

Pelo sexto ano consecutivo o festival recebe Solos de Stuttgart, iniciativa criada na Alemanha para promover jovens bailarinos e coreógrafos. A produção nacional tem lugar garantido nas mostras Batalha de Break, com 30 duplas do Norte e Nordeste, Mostra Casa Aberta, 400 artistas, e a Mostra Baiana de Dança Contemporânea, que exibe cinco coreografias selecionadas. “A Batalha de Break valoriza o artista de dança de rua, premia jovens e aproxima famílias e apreciadores.”

Vivadança Festival Internacional. Passeio Público de Salvador e outros nove espaços. Até 1º de maio.

A Mostra Casa Aberta reúne artistas amadores, independentes, escolas, academias e grupos emergentes. “Ela aponta novos talentos e é um dos mais importantes espaços de celebração do festival”, avalia a diretora. A promoção de encontros e a celebração da diversidade alimentam o Vivadança. “O público gosta e participa. Existirá sempre o estranhamento ao novo, mas abrir caminho para novas perspectivas e tendências faz parte da missão do festival.”