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Governo Federal

Ana de Hollanda critica o orçamento destinado ao Ministério da Cultura

por Redação Carta Capital — publicado 27/08/2012 18h44, última modificação 06/06/2015 18h28
A ministra mandou uma carta para Miriam Belchior, alertando sobre problemas como os salários baixos e os prédios deteriorados
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Ana de Hollanda, Ministra da Cultura, defendeu-se das acusações de favorecimento ao Ecad

Ana de Hollanda está preocupada com o estado da cultura no Brasil. A ministra, que desde o início de sua gestão, em janeiro de 2011, recebe críticas por parte dos setores culturais, mandou uma carta para Miriam Belchior, ministra do Planejamento, criticando o orçamento da pasta.

De acordo com o jornal O Globo, que teve acesso exclusivo ao documento, Ana de Hollanda escreveu à colega que a baixa receita recebida hoje pelo Ministério da Cultura afeta a manutenção de prédios, obras e a folha de pagamento dos servidores, que frequentemente protestam por melhorias nas condições de trabalho. “Esses números colocam em risco a gestão e até mesmo a existência de boas partes das instituições culturais", afirmou.

Na semana passada, dois protestos foram realizados no Rio de Janeiro. O primeiro aconteceu na quarta-feira 22, envolvendo os servidores da Fundação Biblioteca Nacional (FBN). Sua principal reivindicação é sobre as condições estruturais dos prédios, que, segundo eles, apresentam vazamentos no telhado, rachaduras nas paredes e instalações elétricas indevidas.

Na sexta-feira 24 os servidores voltaram a protestar, durante um evento a que chamaram “SOS Cultura!”. Eles se manifestaram em favor da adoção de um plano de carreira e melhores salários.

Ainda segundo jornal, a ministra da Cultura também apresentou dados a Miriam Belchior. De acordo com o documento, a taxa de evasão dos funcionários aprovados no último concurso público para o MinC foi de 53% - 55% -índice que aborda apenas aos vincluados diretamente ao ministério. Das 1.029 vagas abertas em 2010, 541 não estão preenchidas. A ministra lembra ainda que o quadro deve se agravar em 2017, quando há a previsão de que ocorram 772 aposentadorias.

A assessoria de imprensa do ministério publicou uma nota de esclarecimento no site do órgão, afirmando que mesmo diante das restrições financeiras, o Ministério do Planejamento tem buscado, em conjunto com o MinC, soluções objetivas para os desafios enfrentados. Também afirmou que já foram tomadas medidas concretas para resolver os problemas listados pelo jornal O Globo.

Leia a nota completa aqui.

 

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