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A noite dos pioneiros

por Flávia Fontes de Oliveira — publicado 07/04/2013 10h50, última modificação 07/04/2013 10h50
Balé da Cidade de São Paulo divide espaço no Theatro Municipal com o Ballet Stagium e a Cisne Negro Cia. de Dança
Os Desbravadores

Aos 45. Balé da Cidade em Paraíso Perdido (2010), de Andonis Foniadakis

Os Desbravadores
Balé da Cidade de São Paulo, Ballet Stagium e Cisne Negro Cia. de Dança
Theatro Municipal de São Paulo
De sexta 5 a domingo 7

Em 1979, o Balé da Cidade de São Paulo, ainda chamado Corpo de Baile Municipal (o nome mudaria em 1981), estreou no Theatro Municipal a coreografia Aquarela do Brasil, de Antonio Carlos Cardoso, diretor do grupo. Tratava do Brasil, de suas questões políticas e sociais. A cada apresentação, uma notícia do dia era incorporada à cena. Não houve sessão em que a plateia não estivesse lotada e não explodisse em ovação ao fim do espetáculo. Não foi um momento único, mas é representativo da transformação iniciada em meados daquela década e que ditou, com diferentes intensidades, a atuação da companhia paulistana. Em 2013, o grupo completa 45 anos e, na comemoração, suas ações indicam o caminho para firmar seu legado e ampliar o alcance.

“A companhia viveu períodos de revoluções. A primeira abertura, iniciada por Antonio Carlos, mantém-se até hoje, com altos e baixos”, diz Iracity Cardoso, que participou dessa transformação e acaba de assumir a direção da casa. Esse tempo de destaque será lembrado nesta sexta-feira 5, sábado 6 e domingo 7, na temporada de abertura do grupo, no Theatro Municipal.

O Balé da Cidade de São Paulo divide as noites com o Ballet Stagium e a Cisne Negro Cia. de Dança no programa Os Desbravadores. “As três companhias são as desbravadoras desta cidade, começaram a abrir os caminhos e formaram bailarinos, coreógrafos, técnicos e professores, e se entrelaçaram.” Ao lado de Paraíso Perdido (2010), do grego Andonis Foniadakis, o Stagium apresenta Adoniram (2010), de Décio Otero, domingo 7, e a Cisne Negro, Revoada (2008), de Gigi Caciuleanu, na sexta 5 e sábado 6.

“Ao longo de 45 anos de existência, o Balé da Cidade construiu um trabalho de excelência, tornando-se referência na dança nacional. Todos que lá trabalharam o fizeram com amor e dedicação, formando uma estrutura sólida para a continuidade da companhia”, afirma Mônica Mion, diretora da casa de 2001 a 2010.