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A negação da beleza

por Redação Carta Capital — publicado 15/07/2012 13h14, última modificação 15/07/2012 13h19
No ano do centenário de Nelson Rodrigues, Alinne Moraes vive Doroteia, ex-prostituta em busca de reconciliação com a família
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Em tom de farsa. Alinne Moraes, ex-prostituta em busca de reconciliação Foto: Murillo Meirelles

Por Daniel Schenker

Doroteia
Teatro Poeira, Rio de Janeiro
Até 25 de julho

Doroteia ocupa um lugar à parte na dramaturgia de Nelson Rodrigues graças à proximidade com o registro farsesco. Escrita em 1949 para a atriz Eleonor Bruno (que interpretou a personagem-título na montagem de 1950, dirigida por Ziembinski), a peça conta a história de uma mulher que após a morte do filho tenta reatar contato com a família, reduzida a três primas feias. Elas exigem que Doroteia abra mão da própria beleza e adquira a mesma aparência desagradável que ostentam.

No ano do centenário de nascimento de Nelson,  a peça, com previsão de desembarcar em São Paulo (no Teatro Raul Cortez) a partir de 27 de julho, ganha encenação a cargo de João Fonseca. O diretor escalou Gilberto Gawronski, Alexandre Pinheiro e Paulo Verlings para as personagens das três primas (Flávia, Carmelita e Maura) e Marcus Majella para Dona Assunta da Abadia, a mãe do noivo de Das Dores (Keli Freitas), simbolizado por um par de botinas.

A assinatura de Fonseca também aparece na inserção de um apelo pop, evidenciado na trilha sonora. Alinne Moraes faz a protagonista com notado empenho, mas de maneira linear, sem suficiente colorido. Gilberto Gawronski tem atuação na medida como Dona Flávia.

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