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Calçada da Memória

A maldição do vampiro

por Redação Carta Capital — publicado 13/02/2013 10h19, última modificação 13/02/2013 10h19
Bela Lugosi, o astro que encarnou na tela Drácula, o célebre vampiro de Bram Stoker

por José Geraldo Couto

“Drácula, em alguns momentos, me inundou de prosperidade. Em outros, sugou tudo o que eu tinha.” A frase de Bela Lugosi (1882-1956) resume sua ligação com o personagem que o imortalizou.

Quando encarnou na tela o célebre vampiro de Bram Stoker, Lugosi, aos 49 anos, tinha vivido toda uma existência. Nascido em Lugos, na Hungria (hoje, pertencente à Romênia), filho de um banqueiro, brilhou no teatro antes de servir no exército austro-húngaro na Primeira Guerra Mundial, na qual foi ferido três vezes. Deixou a Hungria em 1919 por motivos políticos (organizou o primeiro sindicato de atores do país), imigrando para a Alemanha e depois para os EUA, aonde chegou em 1920.

O papel de Drácula na Broadway, entre 1927 e 1930, levou-o, em 1931, ao filme de Tod Browning e à celebridade mundial. Seu ar de aristocrata malvado, a pele pálida, o sotaque carregado, o cabelo em “V” na testa, penteado para trás com brilhantina, tudo isso cristalizou a figura do vampiro e aprisionou o ator para sempre – a ponto de ser enterrado com a capa e a maquiagem do personagem.

Ao lado de Boris Karloff, Lugosi foi o grande astro da fase áurea dos filmes de horror da Universal. No fim dos anos 1940 entrou em declínio, passando a aceitar papéis autocaricaturais em comédias de Abbott e Costello, filmes de zumbis e produções de quinta. Terminou a carreira estrelando obras do “pior cineasta do mundo”, Ed Wood. A essa altura  estava devastado pela heroína e pela metadona, nas quais se viciou durante o tratamento de uma neurite ciática. Ironicamente, Martin Landau ganhou o Oscar ao encarnar Lugosi em Ed Wood (1994), de Tim Burton.

 DVDs

Drácula (1931)

Na mais célebre versão do clássico de Bram Stoker, Lugosi é o conde vampiro que vai a Londres, tenta seduzir a angelical Mina Seward (Helen Chandler) e é combatido pelo especialista van Helsing (Edward Van Sloan). O filme de Tod Browning deu forma definitiva ao mítico personagem e tornou Lugosi ícone do cinema de horror.

O Filho de Frankenstein (1939)

O barão Wolf von Frankenstein (Basil Rathbone), filho do célebre Dr. Frankenstein, volta dos EUA para a Alemanha e faz reviver a criatura (Boris Karloff) criada por seu pai.
O monstro passa a ser manipulado para fins maléficos pelo assistente Ygor (Lugosi), neste criativo pastiche dirigido por Rowland Lee.

Frankenstein Encontra o Lobisomem (1943)

Homem (Lon Chaney Jr.) sai de uma cirurgia e descobre que virou lobisomem. Desesperado, vai ao castelo do finado Dr. Frankenstein em busca dos papéis que contêm
os segredos da vida e da morte. Encontra o monstro (Lugosi) criado pelo cientista e o traz de volta à vida. Terror fim de linha da Universal.

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