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A convicção tranquila

por Orlando Margarido — publicado 22/07/2011 11h51, última modificação 22/07/2011 12h00
Desde os oito anos em cena, Selton Mello redescobre ao dirigir filmes a certeza da vocação
A convicção tranquila

Desde os oito anos em cena, Selton Mello redescobre ao dirigir filmes a certeza da vocação. Foto: Mario Miranda/AG. FOTO

Benjamim, como todo herdeiro de família circense, é um predestinado. Assume-se todas as noites na fantasia do palhaço Pangaré, mas o riso começa a desbotar. As agruras da vida mambembe, precária, de resultado incerto, pesam tanto quanto o idealismo do pai Valdemar, líder da trupe e seu companheiro cômico em cena, como Puro Sangue. Entre as afinidades compartilhadas pelo jovem personagem interpretado por Selton Mello em O Palhaço, filme que dirigiu, e pelo próprio ator, certamente não estão a crise de identidade e a dúvida profissional.

Aos 38 anos, 30 deles de carreira, Selton nunca titubeou na escolha feita na infância com o apoio da mãe e dona de casa Selva e o pai bancário Dalton, a quem o ator deve seu nome, numa junção típica das famílias brasileiras. Se tanto, viveu conflitos sobre quais experiências seguir no bojo da profissão, iniciada de maneira tão precoce. O Palhaço sintetiza o dilema de Selton, prestigiado intérprete de televisão, teatro e cinema que decidiu se arriscar atrás das câmeras.

A direção surgiu cautelosamente para ele. Em 2006, resolveu contar a história do curta-metragem Quando o Tempo Cair. Dois anos depois, pretendeu deixar sua marca autoral no longa-metragem Feliz Natal e agora alcançou a afirmação equilibrada e elogiada. Não faltou mesmo o reconhecimento de uma importante vitrine como o Paulínia Festival de Cinema, que conferiu ao realizador o prêmio de melhor direção e roteiro, este em parceria com Marcelo Vindicatto, seu colaborador frequente.*

* Confira a íntegra da matéria na edição 656 de CartaCapital, nas bancas nesta sexta-feira 22