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Cultura

Paulistana

2ª edição do Festival Baixo Centro terá 530 atividades

por Redação Carta Capital — publicado 26/03/2013 16h58, última modificação 26/03/2013 17h53
Para acontecer neste ano, no entanto, o evento ainda depende da arrecadação de mais de 30 mil reais. Saiba como colaborar
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Em 2012, o BaixoCentro invadiu a Av. São João com cor e arte. Foto: arturdeleos's/ Instagram

A partir da próxima sexta-feira 5, os bairros de Santa Cecília, Barra Funda, Campos Elíseos, Vila Buarque e Luz serão ocupados com música, artes plásticas, dança, cinema, teatro e outras atividades culturais durante os 10 dias de Festival.

Com 530 atividades planejadas para este ano, a organização do BaixoCentro pretende engajar os paulistanos a criar e promover cultura sem precisar contar com o apoio financeiro da prefeitura, de empresas privadas ou de leis de incentivo. "O BaixoCentro é um movimento feito pelas pessoas para as pessoas. Queremos demonstrar que existem outros meios de se fazer arte e cultura no Brasil que não necessariamente contam com assistencialismos de instituições", explica um dos organizadores do festival, Thiago Carrapatoso.

Em sua primeira edição, no ano passado, o evento não pediu autorização para nenhum órgão público para a sua realização. Neste ano a ideia segue a mesma. "Continuamos independentes de órgãos públicos, mas não somos um movimento fechado", diz Carrapatoso.

Devido à alta aceitação do movimento, desta vez a organização do BaixoCentro foi procurada pela subprefeitura da Sé. Optou, porém, por reafirmar sua autonomia. "Não queremos o apoio ou autorização da prefeitura para nada porque as atividades que realizamos são permitidas segundo a lei", conta.

Falta grana

Para este ano, estão planejadas 530 atividades diferentes, com um custo estimado em 62 mil reais e integralmente bancadas pelo financiamento coletivo, através deste link. A seis dias para fechar as contas, o Festival arrecadou menos da metade do que precisa - foram doados cerca de 30 mil reais.

Vale lembrar que em financiamento coletivo é tudo ou nada. "Se não chegarmos ao 100%, todo dinheiro arrecadado até agora volta para o bolso dos colaboradores, e o festival, claro, ficará com sem dinheiro para viabilizar as mais de 530 atividades", explica Carrapatoso.

Enquanto não é dada, os paulistanos já podem sentir o gostinho do que está por vir e contribuir com a iniciativa na terça-feira 26 e na sexta 29. Começa a partir das 18 horas da terça uma festa no Armazém Piola, na Vila Madalena. Sexta-feira santa agora, outra grande festa de arrecadação acontece na Trackers, que fica em um prédio "semi-abandonado" no Largo do Paisandu. As festas tem o objetivo de engajar os paulistanos no projeto e irão reverter metade do valor da bilheteria para o festival.

A destinação de cada centavo que está sendo pedido por meio da vaquinha do Catarse pode ser conferida aqui. Ao passo que os projetos inscritos para essa edição do festival podem ser conferidos nesta outra página do movimento.

Por meio de sua página no Facebook, o BaixoCentro convida as pessoas a espalharem o movimento e contribuírem para que o mesmo possa ser concretizado.

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