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Política

Quando o governo produz e escoa má educação nas escolas públicas, ele alimenta automaticamente outra rede que ganha milhões, o das escolas particulares. Com a cultura não é diferente. O mercado se mantém aquecido

Educação e cultura popular e a periferia com isso?

por Joseh Silva — publicado 11/11/2013 18h10, última modificação 12/11/2013 22h37
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Moradores do Campo Limpo assistindo a aula da professora Ester no Movimento de Alfabetização - MOVA [foto: Joseh Silva]

O maior desafio da administração pública é garantir educação e cultura de qualidade para a população. São duas vertentes  importantes para emancipação do cidadão, no entanto, também estão no foco do mercado, e se tornaram questão de negócio. Isto é, quem tem dinheiro consome educação e cultura de qualidade. Quem não tem, a opção é o que o governo oferece.

Dentro da cultura, hoje, por conta de diversos coletivos autônomos, especialmente em alguns regiões da periferia de São Paulo, a comunidade tem acesso a cultura de qualidade e, na maioria dos casos, de graça.  Na educação, também há um esforço através dos cursinhos populares, mas a noção de educação ainda está muito cativa dentro do ambiente escolar. Quem oferece uma estrutura (ainda que ruim) é o estado - e tem que ser ele.

Quando o governo produz e escoa má educação nas escolas públicas, ele alimenta automaticamente outra rede que ganha milhões, o das escolas particulares. Segundo informações do Censo Escolar de 2011, a rede particular de ensino conta com 36 mil estabelecimentos, da creche à universidade, a maioria deles de médio e pequeno porte. Emprega 1,2 milhão de trabalhadores, atende a 16 milhões de alunos e gera 1,57% do PIB. É responsável por 15% da matrículas do ensino básico e de 75% do ensino superior.

Não é sintomático, é fato: quem depende da educação pública, cai num circulo vicioso e é prejudicado. A escola pública não ensina e o alunos sabem que não aprendem.

Que educação é essa? Para o que a população está sendo educada? Quem lucra com e má qualidade do ensino público?  É necessária uma reforma educacional no país? Quem está refletindo e propondo ações na perspectiva da educação? As organizações que se mantém com dinheiro público e lidam com o tema, estão de fato, querendo mudanças?

São diversas as questões em torno do tema. É evidente que existe a necessidade de um aprofundamento da pauta, pois uma parcela da população vem sofrendo com o efeito colateral da má educação fornecida pelo governo.

Visando todo este cenário, no dia 29 de novembro acontecerá no CIEJA Campo limpo, mais uma ação do Percurso em Defesa da Diversidade Cultural. Nessa data, será discutido Educação Popular para além dos muros da escola. Para a discussão estará presente a educadora Eda Luís que falará sobre escola democrática.

No dia 15, acontecerá um debate sobre cultura popular como resistência com a presença Mestres Griôs. A ação acontecerá no CEU Cantos do Amanhecer. A programação também contará com o primeiro festival de Curimba, organizado pelo Terreiro de Umbanda Ogum Guerreiro e Katina da Silva.

Serviço

Dia 15 às 13h: Cultura Viva. Criô - como resistência de identidade
Local: CEU Cantos do Amanhecer – Avenida Cantos do Amanhecer, s/n Jarim Mitsutani - Zona Sul, SP.

Dia 29 às 13h: Educação Popular - Além dos muros da escola.
Local: CIEJA Campo Limpo – Rua Cabo Estácio da Conceição, 176, Parque Maria Helea, Capão Redondo.

Contatos

União Popular de Mulheres e Agência Solano Trindade
F.: 5841.4392 / 2307.7416
Email - [email protected]
Fanpage - https://www.facebook.com/observatoriopopulardedireitos